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Pedro Cardoso critica ação de militares em governo federal

O ator Pedro Cardoso usou seu Instagram para fazer uma longa crítica às forças armadas e ao governo federal devido a crise econômica e desentendimentos no combate ao novo coronavírus, o covid-19. Em post nesta quinta-feira (2), ele lembrou como os governos do Reino Unido e Estados Unidos reagiram a doença e como o governo reage.

++ Como Pedro Cardoso virou ‘trending topics’ neste fim de semana?

“Aqui no Brasil, os militares ainda se julgam no direito de exercer pressão política, quando não de assumir o comando dela pela força. A antiguidade do Reino (des)Unido e o modo como se originou os EUA, entre outros fatores, explicam a diferença entre eles e o Brasil. A nossa democracia ainda é tutelada pelas forças armadas”, criticou Pedro.

Veja o post do apresentador:

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Bom dia. Pronunciamento de Jair Messias, gerente (formal) do executivo, em 24/03/20 no qual ele se refere a covid 19 como “gripizinha”. Não esqueçamos! Boris e Donald, assim como Messias, desfizeram da gravidade da pandemia e retardaram o isolamento total o mais que puderam. Dobrados à força pela realidade, já mudaram de discurso. Messias, apesar de esquivos sinais de rendição, mantém-se obstinado a vencer o vírus só com palavras. As democracias britânica e americana, ainda que perfuradas pela desonestidade das elites econômicas de seus países, repousam sobre base jurídica e, principalmente, sobre o costume do povo mais robustas que a brasileira. Não há hipótese de um militar americano ou reino-(des)unidense se aventurar a querer exercer influência na política enquanto militar. As forças armadas dos dois país são – ao menos, oficialmente – absolutamente subservientes ao poder civil. Aqui no Brasil, os militares ainda se julgam no direito de exercer pressão política, quando não de assumir o comando dela pela força. A antiguidade do Reino (des)Unido e o modo como se originou os EUA, entre outros fatores, explicam a diferença entre eles e o Brasil. A nossa democracia ainda é tutelada pelas forças armadas. Ancoradas no preceito constitucional de serem as garantidoras da ordem, anunciam como ameaça à ordem toda nova ordem que lhes desagrade. Messias, num momento de pânico, foi correndo pedir guarida ao general Villas Boas; que, dizem, é muito respeitado pela força. Não o julgo pela biografia, que não conheço (haja paciência para conhecer a biografia de tantos poderosos!). Boas está muito doente; pelo o que merece a nossa compaixão; mas apoia Messias e o confirmou depois do encontro entre os dois. Como se vê, nossa democracia ainda depende para funcionar de permissão militar. Heleno, outro general, ameaça a democracia toda vez que se sente contrariado por ela. E por ai vai. O que permite a Messias cometer crimes, como o último – divulgou falsa notícia de desabastecimento!!!!! – sem sequer ser investigado é a tutela militar. Boris e Donald não dispõe dessa salva-guarda. Os militares brasileiros são responsáveis pelo o que Messias fez, faz e fará.

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No comentário, o ator também lembra que o presidente Jair Messias Bolsonaro chamou a doença de “gripezinha”. Pedro Cardoso vive em Portugal, país que tem agido contra a doença com algum sucesso em relação ao resto da Europa.

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