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Livro inédito de Fernanda Young é lançado; obra foi escrita aos 17 anos

Uma obra especial está sendo lançada neste mês, trata-se de “Posso pedir perdão, só não posso deixar de pecar“, primeiro livro escrito por Fernanda Young, quando a autora tinha apenas 17 anos. A obra permaneceu na gaveta por mais de duas décadas até ser entregue para uma editora meses antes da morte prematura da escritora.

Posso pedir perdão, só não posso deixar de pecar” está sendo lançado com formato especial, em capa dura, prefácio escrito por Cecília Young e ilustração de Estela May, filhas de Fernanda.

Confira a sinopse oficial da editora: 

O inédito Posso pedir perdão, só não posso deixar de pecar foi o primeiro livro escrito por Fernanda Young (1970-2019), aos 17 anos, e também o último a que ela se dedicaria, revendo os originais para a publicação mais de três décadas depois. Escrito no auge do despertar criativo da adolescência da autora, o romance exibe todos os sinais da grande artista que estava por vir – uma voz única, absolutamente original, libertária, criadora e desconcertante nas letras brasileiras. No prefácio, Cecília Young, filha da autora, apresenta a narrativa como a história de “uma jovem que, ao ter sua primeira menstruação, começa a ver o mundo de outra maneira – uma que não condiz com o olhar religioso da sua família, e sim com a liberdade de ser mulher”. O livro, dessa forma, reflete as muitas facetas de Fernanda Young: a escritora “louca”, a poeta “maldita”, a mãe de muitos filhos e a mulher que sempre buscou diferentes formas de espiritualidade e de se relacionar com o mundo. Essa dualidade está representada na capa, cuja ilustração é assinada por outra de suas filhas, Estela May Young. O desenho retrata um touro, signo astrológico de Fernanda, sendo domado por Jéssica – personagem que, de forma bem-humorada, a escritora assumia no dia a dia familiar para representar sua criança interior. Ao resgatar os originais de Posso pedir perdão, só não posso deixar de pecar, Fernanda teve dúvidas quanto à publicação. Porém, como resposta ao momento atual do Brasil – que costumava chamar de “retrógrado” e “cafona” –, decidiu finalmente lançá-lo. Chegou a selecionar momentos narrativos que mereciam ser ampliados e conflitos que poderiam ser aprofundados, planos interrompidos por sua morte repentina em agosto de 2019. Dessa forma, a obra que chega agora ao leitor preserva fielmente o texto escrito entre 1987 e 1988 por uma adolescente sonhadora que se preparava para ingressar na faculdade de Letras. Como conta Eugênia Ribas Vieira, que assina a nota introdutória, “este romance foi publicado para manter viva a obra de Fernanda Young. É a afirmação de sua voz ativa e provocadora, que há de ressoar por muitos e muitos anos. Que ela não pare de nos tirar de um lugar de conforto em troca de liberdade e sonho.” A editora LeYa Brasil lança Posso pedir perdão, só não posso deixar de pecar numa primeira edição única e limitada, primorosa em cada detalhe do projeto gráfico estudado e assinado por Victor Burton, dedicada aos leitores e apreciadores de Fernanda – e em justa homenagem a toda a sua grande obra que aqui, aos 17 anos, se anunciava.

Posso pedir perdão, só não posso deixar de pecar” é publicado pela editora Leya e já está em pré-venda pelos sites das maiores livrarias digitais.

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Fernanda faleceu em agosto desse ano, vítima de uma crise de asma, seguida de uma parada cardíaca.

A escritora, roteirista, apresentadora e atriz Fernanda Young é autora de mais de doze livros, sendo responsável também por séries de grande sucesso, como “Os Normais” e recentemente, “Shippados”. Com mais de dez séries escritas para TV, Fernanda também foi responsável por comandar grandes sucessos do canal GNT, como “Saia Justa” e “Irritando Fernanda Young”.

Com um humor ácido e uma visão peculiar sobre dramas cotidianos, Fernanda Young costuma explorar personagens ansiosos, neuróticos e angustiados que refletem em sua maioria dilemas de qualquer pessoa comum. Além dos roteiros e da prosa, ela também escreveu poesias.

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