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Barbosa diz que país vive crise de legitimidade e nega intenção de se candidatar.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, disse nesta terça-feira 25/6, que o país vive uma crise de legitimidade. 

Após reunião com a presidente Dilma Rousseff, o ministro evitou comentar a proposta da presidente Dilma de fazer um plebiscito que autorizaria uma Constituinte sobre a reforma política. "Já houve corrigenda [do pronunciamento]. Cheguei [à reunião com Dilma] mais para dizer minha opinião pessoal do que para discutir as medidas concretas… nem sei se foram concretas… Anunciou algumas medidas pontuais", limitou-se a dizer.

Sobre uma possível candidatura à presidência da República (o Instituto Datafolha apontou Barbosa como o candidato com a maior intenção de votos), ele negou a intenção de se candidatar a presidente. "Me sinto lisonjeado [pela pesquisa], apesar de nunca ter sido político. É excelente para a minha vida pessoal, para meu histórico. Aquilo [intenções de voto] são manifestações espontâneas, de poucas camadas da população brasileira", declarou em coletiva de imprensa.

Confira alguns dos melhores trechos do pronunciamento de hoje do Ministro Joaquim Barbosa;

" Para o presidente do STF, o Brasil passa por uma "grave crise" e o povo "espera soluções". Ao ser perguntado sobre a possibilidade de plebiscito, ele disse que é preciso ampliar a participação popular. "O que temos que ter é a consciência clara de que há necessidade no Brasil de incluir o povo nas discussões sobre reformas. O Brasil está cansado de reformas de cúpula."

Joaquim Barbosa é questionado sobre se é a favor do passe livre. "Vocês sabem que nós vivemos em Brasília uma situação artificial. Eu aqui nunca mais andei de ônibus, vai fazer dez anos", diz. "Mas eu, sinceramente, não tenho elementos para responder. Porque tudo hoje tem custo. Não sei como se daria essa equação."

O presidente do STF afirmou ainda que é favorável a candidaturas avulsas. "Por que não? Já que a nossa democracia peca pela falta de identificação entre eleito eleitor, por que não permitir que o povo escolha diretamente em quem votar?"