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Dois gatos de estimação foram infectados pelos donos com o vírus da covid-19

Cientistas dizem ser importante entender o papel dos animais de estimação na infecção de humanos (Foto: Amaya Eguizábal / Pixabay)
Cientistas dizem ser importante entender o papel dos animais de estimação na infecção de humanos (Foto: Amaya Eguizábal / Pixabay)

Cientistas da Universidade de Glasgow, na Escócia, identificaram dois casos em que gatos foram infetados pelos donos com sintomas de covid-19, durante um programa de triagem da população desses animais no Reino Unido.

Cientistas querem agora entender se os animais de estimação podem ter um papel na infecção de humanos. Os gatos, de raças diferentes, viviam em casas separadas e apresentavam sinais respiratórios de nível ligeiro a grave, segundo noticiou o jornal ‘The Guardian’. Os pesquisadores acreditam que os dois animais de estimação foram infectados pelos donos, que apresentavam sintomas de covid-19 antes de os gatos adoecerem.

O estudo, publicado no jornal acadêmico Veterinary Record, destaca que não há evidência de transmissão de gato para pessoas ou que gatos, cães ou outros animais domésticos desempenhem qualquer papel relevante na epidemiologia das infeções humanas por covid-19. No entanto, os cientistas acreditam que os animais domésticos podem atuar como um “reservatório viral”, permitindo a transmissão contínua, e afirmam que é importante entender se os animais de estimação podem ter um papel na infecção de humanos.

“Esses dois casos de transmissão de homem para animal, encontrados na população de felinos no Reino Unido, demonstram por que é importante melhorarmos a nossa compreensão da infecção animal por Sars-CoV-2”, disse a professora Margaret Hosie, do centro de pesquisa de vírus da Universidade de Glasgow e principal autora do estudo.

“Atualmente, a transmissão de animal para pessoa representa um risco relativamente baixo para a saúde pública em áreas em que a transmissão de pessoa para pessoa permanece alta. No entanto, à medida que os casos humanos diminuam, a perspectiva de transmissão entre animais torna-se cada vez mais importante como fonte potencial de reintrodução de Sars-CoV-2 em humanos”, acrescentou a pesquisadora, defendendo que “é importante melhorar a nossa compreensão sobre se os animais expostos podem desempenhar algum papel na transmissão”.

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Os cientistas do centro trabalharam em parceria com o Serviço de Diagnóstico Veterinário (VDS) da Escola de Medicina Veterinária da universidade. O primeiro gato era uma fêmea da raça Ragdoll, de quatro meses, de uma família em que o dono desenvolveu sintomas consistentes com infeção por Sars-CoV-2 no final de março de 2020, embora não tenham sido testados.

A gata foi levada ao veterinário com dificuldades respiratórias em abril de 2020, mas o estado de saúde deteriorou-se e teve de ser sacrificada. As amostras de pulmão pós-morte revelaram danos consistentes com pneumonia viral e havia evidências de infeção por Sars-CoV-2.

O segundo gato era uma fêmea siamesa de seis anos de uma casa onde um dono testou positivo para a covid-19. A gata foi levada ao veterinário com secreção nasal e conjuntivite, mas os sintomas permaneceram leves e o animal conseguiu se recuperar.

Os cientistas acreditam que os dois casos provavelmente não refletem a verdadeira frequência da transmissão entre humanos e animais, já que os testes em animais são limitados.

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