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Desmaios constantes? Conheça a síncope Vasovagal

Ambientes abafados, ficar horas sem comer, muito tempo em pé, ansiedade ou exposição a alguma emoção forte podem ser decisivos para um desmaio, principalmente para que tem a Síndrome do VasoVagal

Extremamente comum, com mais de 2 milhões de casos por ano, a crise se define pela queda da Pressão Arterial, diminuição dos batimentos cardíacos e visão turva, causados pelo nervo Vago, localizado na nuca. O sangue se acumula na panturrilha e o cérebro entende que precisa dilatar os vasos, para acelerar os batimentos e fazer com que o sangue suba para o cérebro; com isso, o corpo faz um esforço enorme e a pessoa acaba por desmaiar.

Principais sintomas

Na síncope vasovagal há uma breve perda da consciência, que dura alguns segundos a minutos. Apesar de costumar surgir de forma súbita, alguns sinais e sintomas podem surgir antes da síncope, como:

  • Fadiga e fraqueza;
  • Suor;
  • Calor excessivo;
  • Náuseas;
  • Alterações visuais;
  • Tontura;
  • Palidez;
  • Dor de cabeça;
  • Disartria, que a dificuldade para pronunciar as palavras.
  • Formigamentos ou dormências pelo corpo.

A recuperação após o desmaio costuma ser rápida e algumas pessoas, especialmente os idosos, podem apresentar sintomas após o despertar, como desorientação, confusão mental, dor de cabeça, náuseas e tontura.

Ao ter estes sintomas, é imprescindível que a pessoa se deite com as pernas para cima ou, se for impossível deitar, sente-se, abrace os joelhos e aperte as mãos. Estas posições são importantes para fazer com que o sangue volte a circular rapidamente, indo para o cérebro – voltando ao “normal”.

Ao notar estes sintomas de forma constante, é imprescindível a procura de um médico, em especial os cardiologistas ou neurologistas, que possuem um conhecimento maior sobre o Vasovagal. Após uma conversa detalhada com o médico, o paciente será submetido a muitos exames para detectar os motivos das crises, mas o principal será o Tilt Test (Teste de Inclinação Ortostática), em que o paciente permanece com monitoração contínua de pressão arterial e eletrocardiográfica em decúbito dorsal horizontal e a 70º de inclinação ortostática (quase de pé).

Quais são as causas mais comuns

As síncope vasovagal é provocada por queda da pressão arterial e dos batimentos cardíacos devido a certos estímulos ao nervo vago. A causa exata que leva ao desenvolvimento desta reação pelo organismo ainda não está esclarecida, no entanto, algumas das principais situações que desencadeiam esta alteração são:

  • Ansiedade;
  • Estresse emocional extremo;
  • Medo;
  • Dor;
  • Alterações na temperatura do ambiente;
  • Ficar de pé por muito tempo;
  • Exercícios físicos.

Além disso, é importante observar se o paciente utiliza algum medicamento que pode estar estimulando o surgimento das crises, como diuréticos ou anti-hipertensivos do tipo beta-bloqueadores, por exemplo.

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Tratamento

Não existe um tratamento específico para essa síndrome, pois depende de cada caso. Geralmente, os cuidados são mudanças no comportamento, como o aumento na ingestão de sal, exercícios físicos e, caso seja necessário, remédios para controlar a pressão e medidas que interrompam ou impeçam o mecanismo que leva aos desmaios. Algumas dicas como não ficar muito tempo de pé, levantar-se rapidamente, permanecer em ambiente muito quentes ou ficar muito estressado e manter-se bem hidratado, tomando 1,5  2 litros de água por dia, são boas opções.

Se o gatilho que leva ao desmaio é mental ou emocional, como, por exemplo, a visão de sangue, exercícios baseados em exposição a estes gatilhos, orientados por terapeutas, apresentam uma grande redução das síncopes.

No entanto, se o gatilho é um medicamento específico (um fármaco que abaixe a pressão), o cancelamento dele é o tratamento recomendado.

Como precaução, a pessoa deve aumentar o consumo de sal e líquidos para acelerar a corrente sanguínea. Alguns medicamentos têm sido prescritos, como betabloqueadores e estimulantes do sistema nervoso central; no entanto, eles têm de ser usados com cuidados, pois podem até mesmo se tornar a causa de novas síncopes, por redução da pressão e da frequência cardíaca, se não prescritos corretamente.

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