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Estratégias de punição de participantes do BBB 21 promovem efeitos colaterais danosos

Na visão do psiquiatra Marco Abud, situações como a vivenciada no BBB 21 podem ocasionar problemas como ansiedade, depressão, sentimentos crônicos de inferioridade e por consequência, reflexos na vida pessoal e profissional. (Foto: Reprodução / Globo)
Na visão do psiquiatra Marco Abud, situações como a vivenciada no BBB 21 podem ocasionar problemas como ansiedade, depressão, sentimentos crônicos de inferioridade e por consequência, reflexos na vida pessoal e profissional. (Foto: Reprodução / Globo)

“Você precisa parar de ser abusivo e eu tenho é experiência de acabar com macho abusivo”. “Ele vai aprender na tortura. Já que estamos vivendo na tortura vou torturar também. Se está sendo permitido torturar psicologicamente os participantes, farei o mesmo”. “Morra fumando. Aqui não é clínica de reabilitação. Pede para sair e vai se tratar”. Essas frases fizeram parte das discussões entre Karol Conká e Lucas Penteado durante o Big Brother Brasil 2021.

Desde sua semana de estreia, está entre os assuntos mais comentados por conta dessas atitudes de ambos, cujo gatilho foi dado por Lucas, ao reagir mal na tentativa malsucedida de ficar com uma das participantes e, como represália, tentar incentivar a separação dos demais em grupos de pretos e brancos. Ao se sentir revoltada com a situação, Karol Conká passou a revidar suas ações e desde então, o perseguiu, até que ele decidiu sair da casa.

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Atitudes como as adotadas por Karol Conká em relação ao ex-BBB, de acordo com o médico psiquiatra fundador do canal Saúde da Mente, Marco Abud, se caracterizam como bullying. “Basicamente, a definição de bullying é o uso abusivo e repetitivo do poder de uma relação com o objetivo de causar um dano físico, social ou psicológico em outra pessoa.

E, na visão do especialista, essas estratégias punitivas para promover mudanças comportamentais promovem efeitos colaterais danosos. “Para quem sofre as agressões, estudos mostram que há o aumento de sentimentos como vergonha, depressão, ansiedade, insônia , além de, consequentemente, trazer prejuízos para a vida pessoal e profissional”. Marco Abud destaca ainda que muita gente que hoje sofre de depressão já vivenciou situações semelhantes a essa. “Eles já sentiram que estavam sendo agredidos socialmente e psicologicamente”.

Para quem pratica o bullying, também há consequências, na visão do psiquiatra. “As pessoas que praticam esse tipo de comportamento costumam ter, ao longo da vida, sérios problemas de relacionamento, pois afastam os outros. Além disso, estão expostas a um risco maior de se envolver com o consumo excessivo de álcool e outras substâncias. Quem exerce esse tipo de agressão também não possui uma saúde mental em equilíbrio.”

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Adotar estratégias para punir com o intuito de promover a mudança de comportamento de alguém não traz o efeito esperado. “Esse tipo de comportamento somente causa alguma mudança muito temporária. Quem sofre a punição não consegue aprender o comportamento adequado e quem pratica o bullying tende a afastar as pessoas, tornando-se isolado”. O médico aponta três tipos de efeitos colaterais gerados por esse tipo de atitude. “A pessoa que sofre a agressão não consegue aprender um novo jeito de lidar com a situação. Ela interrompe temporariamente seu comportamento, mas acaba retornando ao mesmo padrão depois de um tempo”, explica.

Além disso, existe uma tendência muito forte de reproduzir o comportamento agressivo com outras pessoas, perpetuando um ciclo tóxico de comunicação violenta.

Ao longo do BBB 21, Karol Conká comentou com os participantes que aprendeu isso na infância, o que deixou evidente esse padrão de repetição, segundo o médico. “Ela comentou que sua mãe a deixava isolada para aprender a lidar com seus sentimentos. Muito provavelmente, a Karol Conká aprendeu a lidar com as atitudes inadequadas dos outros excluindo-os socialmente”, conclui.

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