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Nos Tempos do Imperador ‘imita’ The Crown e expõe ‘lado B’ da família real

Dom Pedro 2º (Selton Mello) até ganhará traços heroicos em Nos Tempos do Imperador, mas a trama promete abordar as polêmicas em torno do monarca. A novela das seis, que estreia no próximo dia 9, inspirou-se em um dos maiores sucessos da Netflix revelar ao público as fofocas e boatos que circulavam pela corte brasileira na época.

“Nós gostamos muito de The Crown, e é até uma pena que não se faça muita ficção histórica aqui no Brasil. A gente se torna um alvo, é muito atacado, porque ninguém entra na brincadeira. Só sabem dizer que não foi bem assim, que as coisas não aconteceram desse jeito”, ressaltou o autor Alessandro Marson em coletiva virtual promovida pela Globo na segunda (26). 

Assim como a série britânica, o folhetim vai misturar realidade e ficção para mostrar a paixão proibida de Pedro pela preceptora de suas filhas –Luísa (Mariana Ximenes), a condessa de Barral. “É uma relação que só veio a ser escancarada no século 20, quando descobriram as cartas que os dois trocavam”, explicou a roteirista Thereza Falcão. 

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Eles viveram esse amor bem debaixo do nariz de Tereza Cristina (Leticia Sabatella), que nem de longe sofrerá tanto quanto a Leopoldina (Leticia Colin) de Novo Mundo (2017): “A Luísa tem essa paixão avassaladora pelo Pedro, mas, ao mesmo tempo, tem muito respeito pela figura da imperatriz. Ela vive um conflito interno muito grande”, adiantou Mariana. 

De volta as novelas após 21 anos afastado, Selton Mello aponta que a trama vai muito além dos livros de História. “Eu não me lembrava, da época de escola, de tantos detalhes da vida do imperador. Quando li alguns capítulos, fiquei intrigado. É um personagem tão importante para o nosso país e não foi tão retratado quanto dom Pedro 1º [1798-1834]”, disse. 

Os autores também tomaram a liberdade de incluir figuras que não fizeram parte da historiografia para deixar a história mais interessante. O vilão Tonico (Alexandre Nero), que se tornará praticamente a sombra de Pedro, é uma dessas liberdades poéticas. 

“O meu personagem é ficcional, mas talvez seja o mais real da novela. Ele é a personificação do mal, diz coisas absurdas, mas está aí, eventualmente em mim, em nós”, alerta Nero. 

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