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“Não sou mais o mesmo”, confessa Luciano Szafir após internação por Covid

Luciano Szafir deu entrevista à Quem e falou sobre as sequelas deixadas pela Covid-19. O ator, de 52 anos, chegou a ficar mais de um mês internado devido a complicações da doença e teve que ser intubado.

“Não sou mais o mesmo Luciano de antes. O pós-Covid é tão complicado quanto o durante. A recuperação é lenta e entender isso ajuda muito. Tenho lapsos de memória, canso muito mais rápido e ainda fiz uma colostomia”, começou.

“Não é fácil, mas me sinto privilegiado por ter oportunidade de acompanhamento médico e toda assistência que preciso. Eu saí do hospital já com orientação de acompanhamento emocional. Pela primeira vez estou fazendo terapia”, explicou ele.

“Tem sido fundamental para a minha recuperação. Depois dos altos e baixos e o risco de morte tão perto, os medos aumentam. As noites são sempre mais complicadas. Fico preocupado que algo aconteça, muitas sensações de angústia voltam a rondar os pensamentos. Mas, graças a Deus, estes momentos estão acontecendo cada vez menos”, contou Luciano.

Szafir teve que ser submetido a algumas cirurgias e a experiência abriu seus olhos para a necessidade de ajudar outras pessoas que estão passando pelos mesmos desafios.

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O ator, então, decidiu apadrinhar o projeto “Com Vida”, de raquel Trevisi”, que tem o objetivo de ajudar a população carente no tratamento pós-Covid.

“E os que não têm a mesma oportunidade que eu? Por isso, aceitei o convite para ser padrinho do projeto Com Vida, idealizado pela Raquel Trevisi, que também é sobrevivente da Covid. Nele, batalhamos por doações para ajudar a grande fatia da população carente no tratamento pós-Covid”, explicou.

Luciano se recordou dos momentos felizes, após ter se curado: “Rever meus três filhos foi um alívio que não sei como descrever. Quando eles estiveram no hospital e eu pude novamente sentir o cheiro deles, só conseguia agradecer pelo milagre de estar vivo”.

“E o momento da alta também foi especial. Apesar da insegurança de não ser monitorado 24h por dia, sentir o vento no rosto e entrar na minha casa depois de 32 dias internado foi muito emocionante”, relembrou.

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