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Érico Brás lembra dia em que foi vítima de racismo: “a arte me salvou”

Na noite desta terça-feira (26), o ator e apresentador Érico Brás participou de uma live no Instagram com Fabio Porchat. Na conversa, ele lembrou do dia em que foi acusado de roubo por uma senhora que havia acabado de vê-lo no palco em uma peça. O ator se safou da acusação ao repetir a sua esquete e fazer a espectadora se recordar e dispensar os policiais.

++ “Se Joga” segue no ar, mas deve mudar linha de conteúdo

“A arte me salvou. Por um momento eu me vi como um escravo no Mercado Modelo, pulando, provando que eu estava apto pra ser liberto, liberado. Se eu não fosse um artista eu estava fodido. E me assustou ainda mais a autoridade da mulher sobre o Estado. Ela comandava o carro da polícia. São coisas absurdas. É como o João Pedro. Mesmo estando em casa você vai tomar um tiro”, disse.

A situação ocorreu quando ele fazia parte do Bando de Teatro Olodum, em Salvador (BA). O espetáculo era “Bando da Raça”. Ao repetir sua participação na peça, a senhora percebeu o erro e que o confundiu com quem havia acabado de assalta-lo. Apesar de desfazer o engano, a situação não veio sem consequências imediatas.

“Nesse meio tempo, meu ônibus, que era o último, passou no ponto, pegou quem tinha que pegar. O ônibus foi embora, fiquei sozinho no ponto fazendo o personagem. Os policiais falaram: ‘Vamos embora’. Eu disse: ‘Espere aí. Meu ônibus foi embora, como que eu faço?’. O cara falou: ‘Se vira meu irmão, você é artista. Se vira”, lembrou o apresentador do “Se Joga”.

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