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Carnaval 2020: Sambas vão falar sobre racismo e intolerância

O samba no Brasil sempre teve um apelo social, e representou as mais diversas camadas sociais do País, em especial as menos favorecidas e as mazelas sociais que nem sempre recebem a atenção devida.

Ao longo dos últimos anos os samba-enredo tem ganhado certa acidez, e muitas vezes eles chegam repletos de críticas aos mais diversos temas, como foi o caso da escola Paraíso do Tuiuti, que teve o seu desfile como um dos mais comentados, e até mesmo aclamados do último Carnaval.

Das 13 escolas que compõe o Grupo Especial do Carnaval, ao menos dez delas acrescentaram críticas em seus sambas para 2020. Os versos permeiam pelas mais diversas questões sociais, tendo versos que citam “messias de arma na mão”, “respeite o axé”, “marajá em Bangu” e  “Rio pede socorro“. 

Dentre as escolas que tem feito críticas ferrenhas está a tradicional Mangueira, que a cada novo desfile trata de um assunto diferente. Neste ano, a escola contará a história de Jesus Cristo, porém, de um diferente do que se conhece. Este “novo” Cristo é negro e “favelado”, e em seu dia a dia sofre com a intolerância e o preconceito. 

Os retratos da sociedade não param por aí, e o samba-enredo da São Clemente contará “O conto do vigário”, que entre ironias e brincadeiras irá retratar as “vigarices” que são comuns a história do país há inúmeros séculos, de acordo com a escola.

Já a Paraíso do Tuiuti, que causou com o seu enredo no ano passado, irá tratar das histórias do rei de Portugal, Dom Sebastião, e do santo padroeiro do Rio de Janeiro, São Sebastião, fazendo um paralelo entre as duas histórias. O enredo ainda ressalta as dificuldades pelas quais a população carioca humilde passa diariamente. 

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Pensando na alta que a questão ambiental teve nos últimos anos, a Estácio terá como foco o samba-enredo nomeado de “Pedra”, que ressalta a cobiça de alguns, o que faz com que destruam a natureza em troca de dinheiro e poder.

Já a Grande Rio tratará do pai de santo Joãozinho da Gomeia, que ainda ressalta o preconceito e a intolerância que as religiões de matriz africana ainda sofrem, e a escola pede o respeito acima de tudo. 

A União da Ilha tratará da vida dos moradores das comunidades, enquanto a Unidos da Tijuca irá retratar as belezas naturais e também as construções humanas que fizeram com que o Rio se tornasse a Cidade Maravilhosa. Porém, a tradicional escola não se esqueceu das polêmicas públicas que giram em torno do Rio, e por isso o enrendo pede um pouco mais de zelo pelo povo e pelo Rio de Janeiro. 

Já a Mocidade Independente de Padre Miguel irá homenagear Elza Soares, porém, mas ao longo do enredo faz críticas relacionadas a forma com que a mulher é tratada. 

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