- A alta foi impulsionada pela quebra de safra nos principais produtores africanos, especialmente no segundo semestre do ano passado. (Foto: Agência Brasil)
- A instabilidade no setor deve continuar nesta temporada, com a Costa do Marfim, maior produtor mundial, ainda enfrentando os impactos de ondas de calor e seca, o que afeta o desenvolvimento das plantas e reduz a oferta. (Foto: Agência Brasil)
- Já em Gana, segundo maior produtor, há sinais de recuperação, com previsões de colheita mais otimistas. (Foto: Agência Brasil)
- No Brasil, o cenário aponta para um crescimento da safra após quedas consecutivas. (Foto: Agência Brasil)
- O país, atualmente o sexto maior produtor de cacau do mundo, tem sua produção concentrada no Pará e na Bahia, que juntos somam cerca de 300 mil toneladas anuais. (Foto: Agência Brasil)
- Além disso, investimentos em novas regiões, como o cerrado baiano, São Paulo e o norte de Minas, devem fortalecer a produção nacional. (Foto: Agência Brasil)
- A indústria de chocolates projeta uma redução de cerca de 20% na produção de ovos de Páscoa este ano, reflexo do alto custo da matéria-prima. (Foto: Agência Brasil)
- Apesar disso, a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) prevê a contratação de mais de 9,6 mil trabalhadores temporários, um aumento de 26% em relação a 2024. (Foto: Agência Brasil)
O aumento global do custo do cacau, que subiu cerca de 180% nos últimos dois anos, está pressionando os preços dos produtos de chocolate tanto para a Páscoa quanto para o mercado em geral. A alta foi impulsionada pela quebra de safra nos principais produtores africanos, especialmente no segundo semestre do ano passado.
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A instabilidade no setor deve continuar nesta temporada, com a Costa do Marfim, maior produtor mundial, ainda enfrentando os impactos de ondas de calor e seca, o que afeta o desenvolvimento das plantas e reduz a oferta. Já em Gana, segundo maior produtor, há sinais de recuperação, com previsões de colheita mais otimistas.
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No Brasil, o cenário aponta para um crescimento da safra após quedas consecutivas. O país, atualmente o sexto maior produtor de cacau do mundo, tem sua produção concentrada no Pará e na Bahia, que juntos somam cerca de 300 mil toneladas anuais. Além disso, investimentos em novas regiões, como o cerrado baiano, São Paulo e o norte de Minas, devem fortalecer a produção nacional.
Redução na produção de ovos de Páscoa e alta nos preços
A indústria de chocolates projeta uma redução de cerca de 20% na produção de ovos de Páscoa este ano, reflexo do alto custo da matéria-prima. Apesar disso, a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) prevê a contratação de mais de 9,6 mil trabalhadores temporários, um aumento de 26% em relação a 2024.
Os preços dos ovos de Páscoa e chocolates subiram, em média, 14%, enquanto as colombas pascais tiveram alta de 5%, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Para minimizar o impacto no bolso do consumidor, o setor aposta em estratégias como a diversificação do portfólio, com produtos menores e mais acessíveis.
Pequenos produtores enfrentam desafios e buscam alternativas
O aumento do preço do cacau já reflete nos produtos vendidos no atacado e varejo. Redes populares exibem ovos de Páscoa acima de R$ 70, e pequenos produtores precisam buscar alternativas para manter a competitividade.
A chef Dayane Cristin, de Osasco (SP), tem investido tempo na pesquisa de preços e na compra em grandes quantidades para reduzir custos. Produzindo cerca de 1.250 trufas por semana, ela precisou reajustar os preços de R$ 3 para R$ 4 no início do ano devido ao aumento no custo do chocolate, leite condensado e creme de leite.
Mesmo com desafios, Dayane mantém o otimismo para a Páscoa e projeta um faturamento entre R$ 15 mil e R$ 20 mil com ovos de colher, seu carro-chefe.
Investimentos em tecnologia e cooperação internacional
Apesar das dificuldades, o setor tem avançado em tecnologia e produtividade. Melhorias na quebra do cacau, fermentação e armazenagem têm aumentado a eficiência e a qualidade do produto, fortalecendo a posição do Brasil no mercado global.
Além disso, o Brasil tem expandido sua cooperação com países produtores de cacau na África. Em uma missão organizada pelo Itamaraty, representantes brasileiros visitaram Costa do Marfim, Gana e Nigéria, firmando acordos para compartilhar tecnologias que possam beneficiar os produtores locais e melhorar a renda dos trabalhadores da cadeia produtiva.
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