Vacina da AstraZeneca contra Covid-19 alcança até 90% de eficácia

Frasco da vacina de Oxford/AstraZeneca (Foto: Fiocruz)

Um estudo divulgado nesta quinta-feira (20) pela agência de saúde pública da Inglaterra (Public Health England – PHE), revelou que os primeiros dados obtidos no mundo real com a aplicação da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, quando aplicada nas duas doses recomendadas, atingiram cerca de 90% de eficácia contra doenças sintomáticas.

Essas são as primeiras revelações sobre a real efetividade das duas aplicações do imunizante. No Brasil, a vacina da AstraZeneca é produzida no Rio de Janeiro pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Outro estudo já havia mostrado que o imunizante reduziu 95% das mortes na Itália.

O Reino Unido sofreu um dos piores índices de mortalidade global devido à pandemia, mas também teve um dos lançamentos de vacinas mais rápidos do mundo, gerando muitos dados sobre o uso das vacinas em cenários do mundo real.

Isso se compara à eficácia estimada de 90 por cento contra doenças sintomáticas para a vacina Pfizer / BioNTech. “Esses novos dados destacam o incrível impacto que ambas as doses da vacina podem ter, com uma segunda dose da vacina Oxford / AstraZeneca fornecendo até 90 por cento de proteção”, disse o ministro das vacinas, Nadhim Zahawi.

A Grã-Bretanha vem utilizando as vacinas fabricadas pela Pfizer e AstraZeneca desde dezembro e janeiro, respectivamente e, em abril, também começou a adotar a vacina da Moderna.

O Reino Unido estendeu o intervalo entre as doses para 12 semanas, embora a Pfizer tenha alertado que faltam evidências de sua eficácia fora do intervalo de três semanas usado nos testes.

Na semana passada, o Reino Unido reduziu a lacuna entre as doses para oito semanas para pessoas com mais de 50 anos, com o objetivo de dar proteção máxima às pessoas mais vulneráveis à luz da preocupação com a variante B.1.617.2 encontrada pela primeira vez na Índia.

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