
Justiça de SP marca júri popular por morte de Igor Peretto (Foto: Instagram)
O caso que chocou o país em 2024 chega a um novo capítulo: a Justiça de São Paulo já estabeleceu as datas e etapas para o júri popular que levará ao banco dos réus os acusados pela morte do comerciante Igor Peretto, assassinato ocorrido em 31 de agosto de 2024 em Santos. A investigação expôs uma trama de traição, crueldade familiar e motivações obscuras jamais reveladas até agora.
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O Ministério Público de São Paulo denunciou Rafaela Costa (viúva), Marcelly Peretto (irmã da vítima) e Mário Vitorino (cunhado) por homicídio triplamente qualificado. Durante conversa exclusiva com o portal Bacci Notícias, o vereador Tiago Peretto, irmão de Igor, desabafou sobre a dor da perda, expôs indícios de premeditação e criticou manobras jurídicas da defesa para tentar livrar os acusados.
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Segundo o vereador, a motivação do crime ultrapassou uma simples traição amorosa e envolveu uma dependência emocional e financeira em torno de Igor. “Ele era o pilar da família. Tinham de tirá-lo do caminho para seguir uma vida a três, sem sustentação moral ou financeira”, afirmou Tiago, apoiando a tese do MP-SP de que a presença do comerciante se tornou insuportável para os acusados.
A entrevista traz ainda revelações sobre Marcelly Peretto. Tiago lembra que a irmã afirmou ter sido sequestrada por Mário Vitorino e forçada a participar, mas as imagens das câmeras mostraram o contrário. “Eu a defendi publicamente, mas depois vi que ela aderiu ao crime por vontade própria. Num apartamento pequeno, não é possível não notar um pedido de socorro”, lamentou o parlamentar.
Quanto a Rafaela Costa, o vereador destaca comportamentos atípicos no dia do crime: a mochila do filho já estava pronta para fuga e havia buscas no Google, como “quanto tempo um corpo demora para feder”. Segundo Tiago, tudo indica que a viúva planejou antecipadamente a evasão e ajudou a ocultar dinheiro, reforçando a acusação de premeditação.
Tiago Peretto denuncia ainda uma ofensiva jurídica contra sua imagem. Ele afirma que advogados de defesa contrataram um hacker para forjar provas contra ele, mas o responsável desistiu e entregou detalhes ao Ministério Público. “Há prints, áudios periciados e comprovantes de pagamento via Pix. Tentam me desmoralizar, mas não vão me silenciar”, garante o vereador.
Transformando o luto em ação, Tiago virou referência na Baixada Santista no combate à criminalidade. Ele participa de investigações sobre casos como o assassinato de Brenda Bulhões e a morte de Dona Sabrina, e defende alterações no código penal, incluindo debate sobre prisão perpétua no Brasil. “Sinto na pele a dor do meu sobrinho, que acorda pedindo pelo pai. Não estou sozinho; tenho milhares de apoiadores e vou lutar até a justiça se concretizar de fato.”








