Integrantes do Comando Vermelho invadem comunidade e trocam tiros após operação policial

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Imagem de segurança mostra “Gorilão”, do Comando Vermelho, armado em corredor na Vila Cemig, Barreiro (Foto: Instagram)

Na madrugada de sexta-feira (1º), Dia do Trabalhador, membros do Comando Vermelho penetraram na região conhecida como “Pedrinhos”, na Vila Cemig, no Barreiro, em Belo Horizonte, e se envolveram em tiroteios com adversários locais. O confronto se deu poucas horas depois de uma ação da Polícia Civil na mesma área, que visava conter o avanço da facção e prender suspeitos.

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Imagens captadas por moradores mostram Michael Doolevah Mendes Pereira, apelidado de “Gorilão”, caminhando por um corredor da comunidade empunhando um fuzil. Ele surge acompanhado de dois comparsas armados com pistolas, enquanto patrulham as vielas em atitude intimidatória.

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Segundo relato de testemunhas, ao menos dois tiroteios foram registrados no interior da comunidade durante as primeiras horas do dia. A movimentação criminosa coincidiu com o período de dormência após o término da operação da Polícia Civil, que havia cumprido mandados de busca e apreensão e efetuado prisões na região.

A operação policial, deflagrada na noite anterior, tinha como meta desarticular a rede de distribuição de drogas e enfraquecer as lideranças do Comando Vermelho que disputam o controle do tráfico no Barreiro. Autoridades apontam que a ordem de entrada na Vila Cemig foi motivada por informações sobre criminosos que utilizavam o local como ponto de apoio e armazenamento de armamento.

Pouco antes da invasão da facção rival, circulou em grupos de redes sociais uma mensagem atribuída a traficantes locais pedindo união dos moradores para frear o avanço do Comando Vermelho. No texto, os autores alegavam que as famílias estavam sendo prejudicadas pelas ações da facção, que teriam gerado insegurança e extorsões na comunidade.

A publicação também tinha o intuito de mobilizar integrantes do crime organizado local contra os rivais, reforçando o clima de guerra urbana que se espalha pelas favelas de Belo Horizonte. Analistas de segurança observam que disputas territoriais como essa elevam o número de confrontos e dificultam a atuação das forças de segurança na recuperação de áreas marcadas pela violência.