Mãe de Isabella Nardoni se revolta após estupro coletivo de dois meninos em SP

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Vereadora Ana Carolina Oliveira cobra justiça para vítimas de abuso em São Miguel Paulista (Foto: Instagram)

A vereadora Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, utilizou as redes sociais para exigir providências e justiça frente ao caso de estupro coletivo envolvendo dois meninos em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo. Segundo as investigações, o crime ocorreu em 21 de abril, com filmagens e compartilhamento de imagens. O 63º Distrito Policial conduz o inquérito e, até agora, um suspeito maior de idade foi detido nesta sexta-feira (1).

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De acordo com os depoimentos colhidos, as vítimas têm 7 e 10 anos de idade. Ao todo, cinco pessoas são apontadas como envolvidas: um adulto e quatro adolescentes. A Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito maior de idade e a apreensão dos quatro menores, mas somente o homem foi localizado e levado para a delegacia na manhã de sexta.

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Em suas publicações, Ana Carolina ressaltou que não se trata de números, mas de crianças reais, com nomes e famílias. “É impossível não sentir revolta depois de ver uma notícia tão absurda como essa! Cadê a Justiça? Cadê a proteção dessas crianças? Chega de impunidade!”, escreveu a vereadora, afirmando ainda que irá propor medidas de proteção infantil na Câmara Municipal.

Um dos pontos que mais chocou a sociedade foi a gravação dos abusos e a posterior circulação dos vídeos e áudios nas redes sociais. Cientes da gravidade, veículos de imprensa, como o Bacci Notícias, decidiram não divulgar o material por respeito ao sofrimento das vítimas e para evitar a revitimização.

O caso segue sob sigilo na 63ª DP, onde a investigação inclui perícia de dispositivos eletrônicos e depoimentos das famílias. Autoridades ressaltam a importância de quem tiver informações sobre os envolvidos se dirigir ao Distrito Policial ou acionar o Disque 100, canal de proteção à criança e ao adolescente.

O episódio reacende o debate sobre políticas públicas de combate à violência infantil e a necessidade de acolhimento e suporte às vítimas. A atuação de representantes como Ana Carolina Oliveira visa não apenas punição dos agressores, mas também a criação de mecanismos de prevenção e assistência às crianças e suas famílias.