Esposa de FHC quebra o silêncio sobre interdição de Fernando Henrique Cardoso

Posted by


Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em evento recente em São Paulo. (Foto: Instagram)

Na segunda-feira (20), a administradora Patrícia Kundrát, de 48 anos, oficializou sua anuência ao processo de interdição de Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos, diante do agravamento de seu quadro de Alzheimer. Além de concordar com a interdição, Patrícia aceitou a nomeação do filho mais velho, Paulo Henrique Cardoso, como curador responsável por decisões de ordem civil e patrimonial do ex-presidente. Esta é a primeira declaração pública dela sobre o tema.

++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático

A iniciativa de interditar Fernando Henrique partiu dos três filhos do casal — Paulo Henrique, 67, Luciana, 62, e Beatriz, 55 — que anexaram ao pedido um laudo médico detalhando a evolução da doença. No documento, os herdeiros apontam que FHC encontra-se “incapaz para praticar atos da vida civil”, ressaltando a necessidade de supervisão e apoio para proteger seu patrimônio e bem-estar.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

A Justiça de São Paulo deferiu a interdição no último dia 15 e estabeleceu prazo de 15 dias para a manifestação de Patrícia Kundrát, formalizada por meio do termo de anuência. Na decisão, a juíza destacou a confiança de Fernando Henrique em Paulo Henrique, que já havia atuado como procurador em casos anteriores, justificando assim a escolha de um herdeiro com histórico de proximidade e envolvimento nos assuntos do pai.

Por ora, a curatela provisória engloba exclusivamente a administração de bens e a gestão financeira de FHC. Determinações relacionadas à saúde, decisões pessoais ou outras responsabilidades dependerão de nova perícia médica prevista em lei. A medida visa garantir a preservação do patrimônio e a tomada de decisões alinhadas ao melhor interesse do ex-presidente.

Casados em união estável desde 2014, Patrícia e Fernando Henrique mantêm rotina reservada, ainda mais após a intensificação dos cuidados com a saúde do ex-presidente. Ela exercia as funções de administradora e secretária-executiva no Instituto FHC, organização dedicada a estudos e debates sobre política e economia. O processo tramita em sigilo, mantendo ocultos laudos médicos e detalhes sobre as condições atuais de FHC.

Entre 1995 e 2002, Fernando Henrique Cardoso comandou o país e, após deixar a Presidência, seguiu atuante no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e em sua fundação. Uma de suas declarações mais repercutidas surgiu em 2022, quando expressou apoio ao então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, numa atitude que dividiu opiniões no cenário político nacional.