
Cantor ligado à cena de trap é alvo de operação da PF (Foto: Instagram)
Frank, ex-integrante do PCC, revelou em vídeo nas redes sociais detalhes surpreendentes sobre as prisões de MC Poze do Rodo e MC Ryan SP. Segundo ele, o suposto assalto à residência de Poze foi encenado para resguardar parte de seu patrimônio ilegal — especialmente ouro e valores — evitando o confisco pela polícia. Além disso, Frank explicou como as facções migraram a lavagem de dinheiro, agora investindo em influenciadores para rifas digitais que disfarçam transações ilícitas.
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De acordo com o relato, Poze já previa sua detenção e organizou o falso roubo para ocultar seus metais preciosos. “Não existiu roubo, aquilo ali foi forjado para esconder os ouros dele. Porque ele já sabia que estava para ser preso e poderia perder os ouros dele que é onde está boa parte do dinheiro ilegal dele”, afirmou Frank ao detalhar como nem o “assaltante” foi localizado após o episódio.
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Frank também apontou a evolução do modelo de lavagem: antes restrito ao sistema prisional, agora as facções sediam suas operações financeiras ilegais em nomes de influenciadores e MCs. Ele mencionou MC Ryan SP, recentemente ovacionado em programas de TV, como exemplo de quem passou a atuar como “vitrine” para rifas digitais.
Segundo o ex-membro do PCC, existia um setor interno apelidado de “Setor da RF” que vendia rifas dentro da facção. Com o fim dessa divisão, as organizações perceberam que o alcance público poderia multiplicar os ganhos. “O PCC viu que vender rifa para companheiro do crime dava dinheiro, imagine vender para todo mundo. E eles fizeram isso, investiram na carreira desses influencers”, disse Frank.
O cantor MC Poze do Rodo foi detido na manhã da última quarta-feira (15) durante a Operação Narcofluxo, deflagrada pela Polícia Federal. A ação envolveu cerca de 200 agentes em vários estados e cumpriu mandados em um condomínio de luxo no Rio de Janeiro, onde Poze estava. Ao chegar à sede da corporação, ele optou por permanecer em silêncio.
Na mesma operação, MC Ryan SP foi preso no litoral de São Paulo. Foram apreendidos dinheiro em espécie, veículos e equipamentos eletrônicos. A Polícia Federal afirma que o grupo investigado movimentou mais de R$ 1,6 bilhão em transações ilícitas, incluindo criptomoedas, transporte de valores e artifícios para ocultar a origem dos recursos.








