
Ex-cozinheira de Neymar reivindica R$ 262 mil em ação trabalhista (Foto: Instagram)
A ex-cozinheira que atuou na mansão de Neymar Jr. em Mangaratiba (RJ) obteve do INSS um auxílio-doença e ingressou com ação trabalhista contra o jogador, pedindo R$ 262 mil em verbas rescisórias, horas extras e indenização por danos morais. No processo, ela relata jornadas extenuantes, sobrecarga física e ausência de intervalos regulares durante o contrato de trabalho.
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Dados do Instituto Nacional do Seguro Social apontam que a cozinheira, contratada por empresa terceirizada, foi afastada em novembro de 2025 após apresentar atestados médicos. O benefício foi concedido a partir de 11 de dezembro e pago até 25 do mesmo mês, totalizando cerca de 14 dias de afastamento. A profissional incluiu Neymar na ação como tomador de serviço, o que pode responsabilizá-lo na Justiça do Trabalho.
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Na petição, a defesa argumenta que o esforço constante para carregar carnes e utensílios pesados provocou problemas na coluna e inflamação no quadril. Ela afirma ter cumprido rotinas de trabalho de até 16 horas diárias, mesmo com expediente formal previsto das 7h às 17h, estendendo-se sem aviso até altas horas da noite para atender às demandas da casa.
Segundo o processo, a ex-cozinheira chegava a preparar refeições para até 150 pessoas por dia, incluindo jogos, eventos privados e fim de semana, sem folgas ou intervalos adequados. Alega ainda que não usufruía corretamente do intervalo intrajornada para descanso e alimentação, descumprindo a legislação sobre jornada de trabalho.
Embora o salário formal fosse de cerca de R$ 4 mil mensais, ela afirma ter recebido em média R$ 7,5 mil, considerando horas extras, adicionais noturnos e outras gratificações. No total de R$ 262 mil requeridos, estão incluídos FGTS, verbas rescisórias, horas extras, indenização por danos morais, reembolso de despesas médicas e pensão.
A ação também sustenta que houve rescisão indireta do contrato em fevereiro de 2026, encerrando o vínculo empregatício. A cozinheira prestava serviço na Casa Hotel Portobello, propriedade avaliada em R$ 28 milhões, e em um condomínio vizinho. O processo tramita na 1ª Vara do Trabalho de Itaguaí (RJ) e a assessoria de Neymar não se posicionou até o momento.








