Renan Santos detalha ameaças de facções que mudaram estratégia de sua pré-campanha

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Renan Santos denuncia ameaças de facções em pré-campanha presidencial (Foto: Instagram)

O candidato à Presidência pelo Partido Missão, Renan Santos, revelou na tarde de segunda-feira (20), em entrevista exclusiva ao repórter Lucas Tadeu, do Bacci Notícias, os episódios de ameaças recebidas de facções criminosas. Segundo ele, as intimidações forçaram alterações na rotina da pré-campanha e motivaram a antecipação da convenção partidária que oficializou sua candidatura.

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De acordo com Renan, os primeiros sinais de perigo começaram no ano passado, após uma campanha pública pela prisão do artista Oruam, à época liderada em parceria com a vereadora Amanda Vettorazzo – hoje coordenadora de sua campanha presidencial. Ele afirma que, desde então, recebeu ameaças constantes de grupos ligados ao Comando Vermelho, ao PCC e ao Bonde dos Malucos, organizadas principalmente em canais do Telegram. Amanda, por sua vez, acumulou mais de 500 mensagens de intimidação.

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O presidenciável explicou que, embora os autores das ameaças não tenham sido identificados individualmente, sua equipe conseguiu rastrear parte das mensagens até grupos de Telegram associados às facções. Nessas salas digitais, segundo Renan, os criminosos debatem operações e estratégias de propaganda destinadas a intimidar opositores em áreas sob seu domínio.

Em um episódio recente no Ceará, durante visita a Fortaleza, o candidato testemunhou a ocupação de um bairro pela facção Massa Carcerária. Após denunciar o controle do local, ele afirma que membros do grupo passaram a articular seu ataque em conversas online. Diante do risco, a coordenação de campanha decidiu encerrar imediatamente a agenda, embora tenha registrado um vídeo para expor a situação.

Renan também confirmou que as ameaças se estenderam a São Paulo, onde reside. “Desde o início do ano, circulo sempre escoltado por agentes de segurança privada e, agora, terei acompanhamento constante da Polícia Federal”, relatou. Segundo ele, o reforço foi necessário após receber novas advertências atribuídas ao PCC.

No Rio de Janeiro, o candidato afirmou ter cancelado compromissos em razão do predomínio do Comando Vermelho em quase um terço do estado e da capital. Em gravação na Zona Oeste, sua equipe foi impedida por seguranças privados do Shopping Via Parque de filmar, local onde, segundo Renan, funcionava a Copenhagen vinculada a Flávio Bolsonaro para lavagem de dinheiro, e chegou a ter fotos do carro de campanha tentadas por esses profissionais.

Ainda na segunda-feira (20), o Partido Missão antecipou a convenção que confirmou Renan Santos como pré-candidato à Presidência. A legenda justificou a mudança diante da escalada das ameaças e informou que, no dia 1º de agosto, agentes da Polícia Federal vão garantir a segurança do evento de lançamento da campanha e da apresentação do “Livro Amarelo”, documento que reúne as principais propostas para as eleições de 2026.