Reviravolta! Delegada afirma que mãe da bebê Helena deve ser investigada

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De acordo com informações do portal Bacci, a delegada Raquel Gallinati comentou os desdobramentos da investigação sobre a morte da bebê Helena Rodrigues Almeida, de 10 meses, após a divulgação do laudo pericial que apontou que a criança não morreu em decorrência de abuso. Segundo a especialista, a causa da morte foi compatível com lesões provocadas por esmagamento da região abdominal, o que, na avaliação dela, reforça a necessidade de aprofundar a investigação sobre a atuação dos adultos que estavam responsáveis pela bebê.

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Durante a análise, Gallinati explicou que esse tipo de trauma pode provocar sangramentos nas regiões genital ou anal devido ao rompimento de vasos sanguíneos, especialmente em bebês, cujos tecidos são mais frágeis.  Ao comentar o laudo, a delegada destacou que a conclusão pericial não representa o fim das investigações e afirmou que ainda é necessário esclarecer como a criança sofreu as lesões que levaram à morte. “A perícia apontou que a bebezinha não morreu em decorrência de violência s*xual. Segundo informações que foram divulgadas, a causa da morte estaria relacionada a lesões provocadas porque o corpo da bebezinha foi esmagado”, disse.

Na avaliação da delegada, a investigação deve identificar de que forma o trauma ocorreu e se houve falha no dever de proteção da criança.

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Gallinati afirmou que, por ter apenas 10 meses de idade, Helena dependia integralmente dos adultos responsáveis por seus cuidados. Segundo ela, esse aspecto torna indispensável a apuração da conduta das pessoas que estavam com a bebê no momento dos fatos. “Mas isso não encerra a investigação, porque uma criança de apenas 10 meses depende totalmente de um adulto para sobreviver. Quem tinha a responsabilidade de protegê-la naquele momento era a mãe. Por isso, a conduta dela precisa ser rigorosamente apurada, porque existem indícios de que essa proteção não existiu”.

A delegada também defendeu que as autoridades esclareçam por que as pessoas presentes não agiram para proteger a criança: “A investigação deve esclarecer por que quem estava com a bebê naquele ambiente deixou de agir quando tinha o dever de protegê-la. A verdade precisa ser completamente esclarecida e deve haver responsabilização criminal de todos os envolvidos. Como eu disse na outra análise, é desconfortável, mas, neste caso, a mãe também deve ser investigada”.