
Bombeiro combate incêndio em casa onde idosa foi morta pela própria filha em Boa Esperança (MG) (Foto: Instagram)
A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu que o incêndio que matou Graça Maria Nogueira Silva, de 67 anos, em Boa Esperança, no dia 12 de maio, foi provocado pela própria filha da vítima, de 42 anos. Inicialmente tratado como acidente, o caso foi reclassificado como homicídio qualificado após investigações apontarem ação intencional.
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Segundo o delegado Alexandre Boaventura, a mudança na linha de apuração só ocorreu após laudos periciais, emitidos por peritos, equipes do Corpo de Bombeiros e eletricistas, descartarem qualquer possibilidade de incêndio acidental. As conclusões técnicas indicaram sinais claros de provocação deliberada.
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Durante o inquérito, a Polícia Civil ouviu 15 testemunhas e descobriu que mãe e filha viviam juntas em um imóvel no Centro de Boa Esperança, onde já havia histórico de desentendimentos, principalmente por questões financeiras. A relação conturbada culminou em uma discussão na manhã do crime.
De acordo com o depoimento colhido, Graça Maria teria caído e batido a cabeça durante a briga, ficando desacordada. Temendo as consequências e buscando simular um acidente, a filha ateou fogo ao quarto para encobrir o ocorrido, sem sequer checar se a mãe ainda estava viva.
Confrontada com as provas coletadas, a suspeita confessou ter cometido o crime ao prestar depoimento na delegacia. Ela foi indiciada por homicídio qualificado, e o inquérito já foi remetido ao Ministério Público, que analisará se apresenta denúncia contra a acusada.
A investigada responde ao processo em liberdade, pois não houve prisão em flagrante e não há, até o momento, decisão judicial que determine sua prisão preventiva. Caso o Ministério Público ofereça denúncia e esta seja aceita, ela será julgada pelo Tribunal do Júri.
O incêndio ocorreu por volta das 12h50 na residência localizada na Rua Godofredo Moreira. Ao chegar ao local, o Corpo de Bombeiros encontrou o imóvel tomado por fumaça e, durante o combate às chamas, localizou o corpo de Graça Maria completamente carbonizado sob os escombros. Inicialmente, a perícia trabalhava com a hipótese de acidente, mas, após os laudos técnicos e a confissão da filha, o caso foi reclassificado como homicídio qualificado.








