Vídeo exibe resgate do corpo de Berenice em área de mata de difícil acesso

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Bombeiros resgatam corpo de cozinheira em desfiladeiro na Estrada de Lídice (RJ) (Foto: Instagram)

Imagens que circulam nas redes sociais registram o momento em que bombeiros retiram o corpo da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, de um desfiladeiro na Estrada de Lídice, região entre Angra dos Reis e Rio Claro (RJ). O cadáver foi encontrado na noite de sexta-feira (17) e, segundo a Polícia Civil, a identidade foi confirmada no sábado (18). Berenice estava desaparecida desde 30 de junho, após aceitar uma carona oferecida por sua então patroa, Eliane Alves dos Santos.

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As imagens mostram o corpo preso entre troncos e pedras em ponto de acesso complicado. Devido à topografia íngreme e densa vegetação, os bombeiros precisaram empregar técnicas de salvamento de alta especialização, com cordas e equipamentos de rapel. A operação envolveu equipes da Polícia Civil de São Paulo, da Polícia Civil do Rio de Janeiro e, claro, do Corpo de Bombeiros, levando várias horas até a completa remoção dos restos mortais.

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O primeiro reconhecimento foi feito pelo filho de Berenice, que identificou uma tatuagem da mãe em fotografias apresentadas pelos investigadores. Ainda assim, a confirmação oficial da identidade depende dos laudos do Instituto Médico Legal (IML), cujos resultados devem ser divulgados em até três dias.

De acordo com um perito do IML, o corpo apresentava avançado estado de decomposição, fator que complica a identificação por métodos convencionais. A prioridade é a análise das impressões digitais; se inviável, será realizada comparação da arcada dentária. Caso nenhum desses procedimentos seja conclusivo, está prevista a realização de exame de DNA para atestar de forma definitiva a identidade da vítima.

Eliane Alves dos Santos, ex-patroa de Berenice, continua presa temporariamente e é apontada como principal suspeita do crime. Durante as diligências, peritos identificaram vestígios de sangue na caminhonete da empresária, especialmente no banco do passageiro após aplicação de luminol. Além disso, registros de câmeras de segurança e radares apresentaram inconsistências na versão apresentada por Eliane sobre o percurso feito no dia do desaparecimento.

A defesa de Eliane declarou que só se manifestará após ter acesso a todos os autos do inquérito. A Polícia Civil segue trabalhando para elucidar a dinâmica do crime, identificar eventuais envolvidos e concluir o inquérito, reunindo depoimentos, provas periciais e registros de comunicação para oferecer uma conclusão detalhada à Justiça.