
Helena, o anjo que agora habita nossas lembranças (Foto: Instagram)
O pai de Helena, a bebê de 10 meses morta após sofrer violência sexual, afirma que ainda vive em estado de choque e não conseguiu aceitar a partida precoce da filha. Ele conta que, mesmo diante da comoção que tomou conta do Ceará, não reuniu forças para acompanhar o sepultamento e agora busca respostas e justiça pela tragédia.
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Em relato emocionado, o pai detalha que, no dia do velório, pediu um instante a sós ao lado da filha, enquanto o restante da família se acomodava. “No velório, eu pedi o meu momento, o resto da família dela, mãe da criança, atendeu. Eu fiquei ‘um pedaço’ só com a minha filha. Fui para o velório, fui para todos os cantos, mas não consegui enterrar a minha filha de jeito nenhum”, revelou, ainda incrédulo.
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Abalado, ele descreve que as lembranças da menina o perseguem dia e noite. Cada sorriso que Helena exibiu em chamadas de vídeo parece martelar sua mente, tornando impossível voltar à rotina. “Eu não tenho força nem para sair de casa, para ir atrás de fazer qualquer coisa, eu não consigo acreditar nisso. Quando vem na minha mente ela sorrindo para mim na videoconferência, eu não acredito, não estou acreditando, não caiu a ficha”, lamentou.
O casal estava separado havia cerca de dois meses, mas mantinha contato próximo pelos cuidados da filha. Além de Helena, eles têm um filho de 3 anos, que permanece sob apoio familiar enquanto os pais lidam com o luto e os desdobramentos do caso.
O crime ocorreu na última segunda-feira (13), no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. Autoridades locais seguem investigando as circunstâncias da morte, que despertou forte indignação pública em todo o estado. A repercussão levou promotores e polícia a empenharem esforços para esclarecer o ocorrido e responsabilizar os envolvidos.
Segundo o pai, ele recebeu a notícia durante o retorno de uma viagem. A ligação, feita pela mãe, informava que a bebê teria sofrido asfixia. Em desespero, o homem procurou familiares em busca de detalhes, mas as versões iniciais apontavam apenas para um possível acidente doméstico.
De acordo com o que foi apurado, a mãe notou sinais de que algo estava errado e, convencida de que sua filha poderia ter se engasgado, acionou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. Diante da demora no atendimento, ela optou por levá-la por conta própria a uma unidade de saúde, mas a bebê não resistiu.








