
Empresário Thiago Brennand em entrevista; TJ-SP reverte condenação por estupro (Foto: Instagram)
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) absolveu o empresário Thiago Brennand da acusação de estupro envolvendo a estudante de Medicina Stefanie Cohen. A 2ª Câmara de Direito Criminal da Corte reverteu a condenação de oito anos de prisão imposta em agosto de 2025 pela 30ª Vara Criminal de São Paulo.
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Com a decisão da segunda instância, Brennand obteve o segundo caso de anulação de pena em recursos analisados pela Justiça paulista. Mesmo com essa absolvição, ele segue detido desde abril de 2023 e possui outros julgamentos em tramitação com condenações que permanecem válidas.
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A denúncia contra Thiago Brennand foi apresentada pelo Ministério Público de São Paulo em dezembro de 2022. Conforme o MP-SP, após um encontro em um restaurante da capital paulista, a estudante relatou mal-estar por ingestão de bebida alcoólica. A defesa a teria levado a um quarto de hotel e, aproveitando sua vulnerabilidade, praticado violência sexual.
Em primeira instância, a 30ª Vara Criminal de São Paulo condenou Brennand pelo crime de estupro, fixando pena de oito anos em regime fechado e multa de R$ 200 mil por danos morais. Nessa sentença, ele foi absolvido de outras acusações, como gravação sem autorização.
A advogada Karina Kufa Brennand, esposa e defensora do empresário, afirmou que a decisão de absolvi-lo confirma a versão apresentada desde o início. Segundo ela, “a absolvição reforça que acusações dependem de provas e depoimentos consistentes. A palavra isolada da vítima não deve sustentar acusação sem indícios de conluio”.
Apesar da sentença favorável neste processo, Thiago Brennand permanece preso na Penitenciária II Álvaro de Carvalho, em Potim (SP). Além desse caso, ele responde a outros oito processos com sentenças de primeira instância ainda em cumprimento.
Entre as ações pendentes está a condenação por estupro de uma cidadã norte-americana, com pena de dez anos e seis meses ratificada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2026. Também seguem em curso sentenças por agressão à modelo Helena Gomes em uma academia de São Paulo e outro caso de estupro com violência física e ameaça grave, igualmente punido com dez anos e seis meses de prisão.








