
Chamadas silenciosas reacendem caso de idosa desaparecida em Aparecida (Foto: Instagram)
O desaparecimento de uma idosa durante uma visita ao Santuário Nacional de Aparecida ganhou novo desdobramento com o recebimento de ligações anônimas pela família nas últimas semanas. Beatriz Joanna Von Hohendorff Winck sumiu em outubro de 2012 enquanto participava de uma excursão ao principal ponto de peregrinação do país. Diante da misteriosa sequência de telefonemas sem resposta, o Ministério Público do Rio Grande do Sul determinou a realização de novas diligências para identificar a origem dos contatos.
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Conforme apuração do MP gaúcho, o filho de Beatriz atendeu chamadas silenciosas realizadas a partir do mesmo número em dias consecutivos. Em ambas as oportunidades, a linha permaneceu muda, sem qualquer voz ou ruído do outro lado. A repetição dos telefonemas envolvendo o nome da família reacendeu esperanças de obter pistas sobre o paradeiro de Beatriz e motivou o pedido de acesso aos registros da operadora para rastrear o responsável.
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A família acredita que as ligações possam ter origem em alguém que detenha informações relevantes sobre o caso, em eventual tentativa de resgate ou até mesmo em trote malicioso. O número de telefone foi amplamente divulgado em aproximadamente 14 mil panfletos distribuídos pelos romeiros no entorno do santuário logo após o desaparecimento. Esse material de busca chegou a ser repetido em pontos estratégicos, na expectativa de facilitar o contato com quem tivesse qualquer dado novo.
Beatriz participou de uma excursão ao Santuário Nacional de Aparecida no dia 15 de outubro de 2012 e acompanhava o grupo de fiéis que chegava para agradecer graças alcançadas. Segundo relatos da família, ela aguardava o marido próximo à Casa das Velas enquanto ele fazia compras em uma loja de artigos religiosos. Quando ele retornou minutos depois, a senhora já havia desaparecido, sem deixar objetos pessoais ou explicação para o sumiço.
Para avançar nas investigações, o promotor Pietro Chidichimo encaminhou ofício à Promotoria de Justiça de Aparecida solicitando à operadora a identificação do titular da linha telefônica empregada nas ligações. Em paralelo, a Polícia Civil de São Paulo mantém o caso classificado como desaparecimento e avalia a hipótese de que Beatriz tenha embarcado por engano em outro ônibus durante o grande fluxo de visitantes no feriado.
Os parentes enfatizam que Beatriz não apresentava diagnóstico de Alzheimer, embora demonstrasse eventuais lapsos de memória. Mesmo com o tempo transcorrido, que já soma quase 12 anos, eles asseguram que a idosa jamais optaria por se ausentar voluntariamente sem comunicar ninguém. A família insiste na versão de que a única explicação plausível seja algum incidente ou dificuldade enfrentada pela senhora no trajeto de retorno.
O Ministério Público segue empenhado em determinar se essas chamadas silenciosas guardam relação direta com o desaparecimento de Beatriz ou se constituem meros trotes sem conexão com o caso original. A identificação do autor das ligações poderá orientar as próximas etapas da apuração e, esperançosamente, oferecer subsídios para esclarecer de uma vez por todas o enigma que perdura há mais de uma década.








