
Homem é preso após chutar filha de 3 anos em Francisco Beltrão (Foto: Instagram)
O homem detido por chutar a própria filha, de três anos, em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, também é investigado por agredir o enteado de cinco anos. A criança apresentava lesões no rosto, possivelmente causadas por um cinto ou um pedaço de madeira, semanas antes do episódio registrado por câmeras.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
Essas novas evidências foram incluídas na investigação e embasaram o pedido de prisão preventiva, cumprido na quinta-feira (09). Ele responderá pelo crime de lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Segundo o delegado Anderson Andrei, a Polícia Civil ouviu testemunhas e coletou depoimentos que revelam que a violência praticada pelo suspeito não se limitava ao caso envolvendo a filha de três anos. Vários relatos também apontam comportamento agressivo recorrente em situações cotidianas, reforçando o padrão de violência doméstica.
O delegado Ricardo Moraes afirmou haver indícios de que o enteado também era alvo frequente de agressões. "Não se trata de um episódio isolado nem somente contra a menina. O outro menino também já teria sofrido agressões anteriormente", declarou. Para a polícia, a prisão preventiva pode estimular outras testemunhas a denunciar sem receio.
As câmeras de segurança registraram o momento em que o homem, caminhando com as duas crianças, desferiu um chute na menina de três anos, fazendo-a cair na calçada. Um transeunte tentou intervir, mas foi afastado pelo suspeito. Após a queda, a criança levantou-se e seguiu pela rua ao lado do pai. As imagens viralizaram nas redes sociais e motivaram a mãe da menina a registrar um boletim de ocorrência.
Em depoimento à Polícia Civil, o homem alegou que chutou a filha porque ela estava chorando. Segundo os investigadores, ele compareceu espontaneamente à delegacia, sem advogado, e manifestou arrependimento, chegando a chorar durante o interrogatório. Durante o depoimento, afirmou que não tinha intenção de ferir a criança e pediu perdão à mãe e ao próprio enteado. Na ocasião, não houve prisão em flagrante por falta de indício imediato, mas a Justiça decretou a preventiva após a identificação de novas agressões.
A Polícia Civil solicitou medidas protetivas em favor da menina, do irmão de cinco anos e da mãe das crianças. As medidas incluem o afastamento imediato do suspeito do domicílio e a proibição de qualquer contato direto ou indireto com as vítimas. O Conselho Tutelar de Francisco Beltrão acompanha o caso de perto, visando garantir assistência psicológica e monitoramento das vítimas enquanto durar o processo judicial.
A doutora Juliana Prates, especialista em Estudos da Criança e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), alerta que agressores costumam responsabilizar comportamentos infantis, como o choro, pela violência. "O choro é uma forma de expressão da criança e jamais pode ser corrigido por meio de agressões", destacou. A professora também aconselha que familiares e vizinhos procurem as autoridades ao primeiro sinal de maus-tratos.








