
Viatura da Polícia na entrada da UPA de Magalhães Bastos após chegada dos corpos (Foto: Instagram)
Na noite de quinta-feira (09), seis corpos de homens foram deixados na Unidade de Pronto Atendimento de Magalhães Bastos, localizada na Zona Norte do Rio de Janeiro. Todos apresentavam ferimentos causados por disparos de arma de fogo. A Polícia Civil investiga as circunstâncias das mortes e busca esclarecer o que ocorreu antes do grupo transportar as vítimas até a UPA. O caso chocou moradores da região, que relataram surpresa diante da quantidade de vítimas. Autoridades locais ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o incidente.
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Segundo informações preliminares da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), os cadáveres foram encontrados na comunidade Jardim Novo, em Realengo, por moradores que posteriormente os levaram à unidade de saúde. Ainda não há confirmação sobre o horário exato dos disparos. As investigações buscam determinar o momento em que as vítimas foram feridas e por quem. A DHC apura detalhes sobre o trajeto feito pelos ocupantes da viatura que transportou os corpos.
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Familiares afirmaram que as seis vítimas foram baleadas durante uma operação policial realizada na região. De acordo com depoimentos, os corpos estavam em uma área de mata densa, onde moradores também receberam informações de possíveis outros feridos. Testemunhas relatam ter ouvido disparos enquanto agentes agiam no local, mas ainda não há registros oficiais sobre o confronto.
A ação da Polícia Militar começou nas primeiras horas de quinta-feira com o objetivo de coibir atividades criminosas em Jardim Novo. No decorrer da operação, os agentes localizaram uma fábrica clandestina de munições produzidas em impressoras 3D, prenderam um suspeito e apreenderam dois fuzis, uma submetralhadora, duas pistolas, cinco granadas, drogas e três veículos recuperados. Os materiais foram encaminhados para perícia, e o detido segue sob custódia da corporação.
Até o momento, a Polícia Civil identificou cinco das seis vítimas: Lukas Taylan de Mendonça Monteiro, Jonathan Andrade Ferreira, Vinicius Neves Dantas, Felipe Barbosa da Silva e Alanderson de Almeida Guimarães. O sexto corpo ainda aguarda reconhecimento oficial. Os cadáveres foram levados ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passarão por necropsia e exames periciais que podem ajudar a definir a dinâmica dos disparos e a sequência dos eventos.
Em nota, a Polícia Militar afirmou que encerrou a operação no fim da tarde de quinta-feira e que não foi comunicada sobre a localização de corpos ou feridos na comunidade, tendo tomado conhecimento do ocorrido apenas após as vítimas chegarem à UPA. A Polícia Civil mantém outras diligências para esclarecer se há ligação entre as mortes e a ação policial. Laudos periciais, depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras de segurança devem auxiliar na elucidação do caso. A principal linha de apuração foca em identificar o local exato dos disparos e se as mortes têm relação direta com a operação no Jardim Novo.








