Oliver Kahn pede à Fifa que repita a final da Copa de 2002 contra o Brasil

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Oliver Kahn questiona decisões da FIFA e propõe “repetir” final de 2002 (Foto: Instagram)

Oliver Kahn, lendário ex-goleiro da seleção alemã, voltou a criticar publicamente a FIFA depois que a entidade decidiu anular a suspensão do atacante Folarin Balogun na Copa do Mundo de 2026. Em suas redes sociais, o ícone do futebol ironizou a lógica de “reescrever o passado” e pediu que a entidade revisse também punições históricas. Na postagem, ele relembrou a ausência de Michael Ballack na decisão de 2002 e sugeriu, em tom de brincadeira, que aquela final fosse realizada novamente em igualdade de condições.

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Na mesma publicação, Kahn afirmou que, se realmente a FIFA estivesse disposta a alterar os desfechos do Mundial, poderia começar anulando o cartão amarelo dado a Ballack na semifinal contra a Coreia do Sul em 2002. Para reforçar sua provocação, o ex-goleiro pediu ainda que o segundo cartão amarelado fosse cancelado, permitindo à Alemanha reencontrar o Brasil na final daquele torneio. A ideia, garantiu, é “jogar de novo” o duelo que terminou com a vitória brasileira por 2 a 0.

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Michael Ballack ficou de fora da partida decisiva da Copa de 2002 após receber o segundo cartão amarelo na vitória da Alemanha sobre a Coreia do Sul, por 1 a 0, na semifinal. Na época, o regulamento previa suspensão automática para quem acumulasse duas advertências amarelas ao longo da competição, o que impediu o meio-campista de campo naquela final. O Brasil, por sua vez, venceu o duelo por 2 a 0, com dois gols de Ronaldo Nazário, o Fenômeno.

Naquela edição, além da polêmica de Ballack, Oliver Kahn também foi destaque — e alvo de críticas — por falhar no lance que originou o primeiro gol de Ronaldo, ao rebater mal uma cobrança de ataque brasileiro. Ainda assim, o alemão foi eleito o melhor jogador do Mundial de 2002, recebendo a Bola de Ouro da competição. A atuação de Kahn, mesmo com o erro, deixou marcas profundas na memória dos fãs de futebol.

Em função das controvérsias geradas, a FIFA revisou o regulamento de cartões após a edição de 2002. Desde então, os cartões amarelos acumulados são zerados após as quartas de final, evitando que atletas fiquem de fora da decisão por acúmulo de advertências. Hoje, oficialmente, apenas uma expulsão na semifinal leva à suspensão automática na final da Copa do Mundo.

A recente polêmica sobre BALOGUN ressurgiu depois que a FIFA decidiu anular a suspensão automática do atacante norte-americano, expulso na segunda fase após partida contra a Bósnia. Com a punição cancelada, Balogun ficou disponível para as oitavas de final contra a Bélgica. O caso ganhou eco político quando o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter conversado com Gianni Infantino sobre o assunto. O presidente da entidade, entretanto, reforçou que as decisões disciplinares são tomadas por comitês independentes. Mesmo com Balogun em campo, os Estados Unidos foram eliminados pela Bélgica por 4 a 1.