No último domingo (5), a Noruega venceu o Brasil em um jogo que ficará para sempre na história. Mas, além da classificação da equipe escandinava, outro detalhe envolvendo Erling Haaland voltou a chamar a atenção do público. Considerado um dos maiores jogadores da atualidade, o atacante mantém um estilo de vida discreto, bem diferente do de estrelas como Neymar e Vini Jr., que frequentemente compartilham momentos de luxo e ostentação nas redes sociais.
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Apesar da fama mundial e dos salários milionários, Haaland costuma aparecer em situações simples do dia a dia. O camisa 9 já foi visto utilizando transporte público, fazendo compras em supermercados, pescando durante as férias e aproveitando momentos ao lado da família, longe dos holofotes. Em entrevistas, também evita discursos de superioridade e costuma destacar o trabalho coletivo acima das conquistas individuais.
Essa postura ficou evidente antes mesmo do confronto contra a Seleção Brasileira. Questionado sobre o duelo válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, o atacante demonstrou respeito pelo adversário e afastou qualquer clima de favoritismo.
“Agora vamos para as oitavas, haverá excelentes equipes e não vai ser fácil. Vai ser difícil avançar. Não vai ser fácil, não sei se vamos conseguir. A gente se preparou muito e continua muito preparado. […] Jogar contra o Brasil nas oitavas vai ser algo que a gente vai precisar enfrentar. As possibilidades são pequenas”, afirmou. Na mesma entrevista, Haaland ainda revelou a emoção de enfrentar a Seleção Brasileira. “Isso é uma loucura. Eu não acredito que vou jogar contra o Brasil. Acho que é uma brincadeira. É uma loucura total. Mais um passo da jornada, estou empolgado”, disse.
Após a vitória da Noruega, as declarações voltaram a repercutir justamente pelo contraste entre a humildade demonstrada pelo atacante e o resultado obtido em campo. Mesmo sendo um dos protagonistas da eliminação brasileira, Haaland manteve o discurso respeitoso e evitou qualquer provocação.
Muito dessa forma de agir está ligada à chamada Lei de Jante (Janteloven), um código cultural bastante presente na Noruega e em outros países escandinavos. A filosofia defende que ninguém deve se considerar superior aos demais, valorizando a simplicidade, a igualdade e a discrição em vez da ostentação.
Criada pelo escritor Aksel Sandemose no romance “Um Refugiado Cruza Suas Pegadas”, publicado em 1933, a Lei de Jante continua influenciando a sociedade norueguesa e ajuda a explicar por que Haaland, mesmo sendo um dos atletas mais famosos e bem pagos do planeta, prefere manter uma rotina simples e distante do luxo que costuma cercar outras estrelas do futebol.
















