Sobrevivente relata pânico durante terremotos na Venezuela: ‘filme de terror’

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Sobreviventes do potente terremoto que sacudiu a Venezuela na quarta-feira (24 de junho de 2026) relataram instantes de medo extremo e confusão diante dos abalos sísmicos. Moradores de diversas localidades descreveram cenas de destruição, com prédios danificados, poeira e escombros espalhados pelas ruas, criando um panorama de caos. Muitos compararam a experiência a um “filme de terror” devido à violência dos tremores e ao sentimento de vulnerabilidade que tomou conta da população.

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Dois eventos sísmicos de grande magnitude atingiram a região a oeste de Caracas nesta mesma data. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou o primeiro tremor, de magnitude 7,2, a cerca de 160 quilômetros da capital venezuelana, seguido quase um minuto depois por um segundo abalo ainda mais forte, de magnitude 7,5. As fortes rachaduras em edificações e o medo generalizado mobilizaram autoridades locais a avaliar rapidamente os danos e a coordenar ações de socorro.

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Em diversos pontos afetados, relatos apontam para visibilidade comprometida pela nuvem de poeira e fumaça gerada pelos colapsos estruturais. Em Caracas, Maria Alejandra, uma das moradoras que precisou evacuar seu prédio, descreveu: “Havia uma nuvem de fumaça que nos impedia de enxergar. E, quando descemos, a cena parecia um filme de terror. Tivemos que passar por cima dos escombros e de tudo mais”. Esse depoimento reflete o clima de apreensão que dominou a população.

Testemunhas afirmaram que a sensação de descontrole foi imediata, com paredes trincadas e portas emperradas. “Todas as paredes estavam com rachaduras. Conseguimos abrir a porta da forma que foi possível”, relatou uma residente local. Em um dos prédios, um zelador precisou descer as escadas carregando um bebê, enquanto vizinhos deixavam suas casas em choque. As equipes de resgate seguem em alerta para atender vítimas e avaliar a estabilidade das construções.

No Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, parte do forro do teto desabou no saguão principal, levantando mais poeira e gerando pânico entre passageiros e funcionários. O episódio reforça o alerta do USGS sobre a possibilidade de danos severos e elevado número de vítimas em um cenário de grande impacto. Equipes de emergência continuam mobilizadas em diversas regiões do país para prestar assistência e contabilizar prejuízos.