
Ex-presidente Jair Bolsonaro em pronunciamento oficial em Brasília (Foto: Instagram)
A Polícia Militar do Distrito Federal preservou a cela onde Jair Bolsonaro esteve detido no 19º Batalhão da PM, conhecido como Papudinha, no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília, mantendo o local higienizado e com as instalações em perfeito estado para um possível regresso do ex-presidente. A permanência de Bolsonaro na Papudinha só ocorrerá se o ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidir encerrar a prisão domiciliar humanitária que lhe foi concedida em razão de sua condição de saúde.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
A volta de Bolsonaro à cela está condicionada ao término dos 90 dias de prisão domiciliar temporária, cujo prazo se encerra na quarta-feira (24). Esse período começou a contar a partir da alta hospitalar do ex-presidente, ocorrida após uma internação que suspendeu sua permanência na unidade prisional. Até o momento, não há definição oficial sobre a renovação ou finalização dessa medida alternativa.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
A Papudinha é destinada a presos considerados vulneráveis, incluindo militares e ex-militares, e oferece acomodações com quarto, banheiro e cozinha em áreas separadas, garantindo mais privacidade e conforto. A estrutura tem sido apontada como modelo de cela diferenciada para detentos que necessitam de cuidados especiais em razão da idade ou de fragilidades de saúde.
Militares do DF informaram que o espaço passou por higienização regular e revisões periódicas de manutenção, realizadas “por precaução” para assegurar a mesma condição de uso caso Bolsonaro retorne. Além da limpeza, foram revisados itens básicos, como rede elétrica e instalação hidráulica, mas não houve modificações além dos serviços de rotina.
Apesar da reserva do espaço para o ex-presidente, durante períodos de lotação elevada na Papuda, a Papudinha já recebeu outros detentos. Um exemplo foi o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, que ocupou a cela provisoriamente enquanto negociava um acordo de delação premiada com sua defesa, em função de falta de vagas em outras alas.
No mesmo complexo da Papuda, porém em setores distintos, encontram-se também o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques. Ambos respondem a inquérito sobre a chamada “trama golpista”, que investiga supostos atos voltados à ruptura da ordem institucional após as eleições de 2022.
A decisão final sobre o retorno de Jair Bolsonaro à Papudinha cabe ao ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos no Supremo Tribunal Federal. Enquanto não houver manifestação oficial do STF, o destino do ex-presidente segue sob análise do Poder Judiciário.








