Família afirma que jovem morta em rope jump sonhava casar-se

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Maria Eduarda, 21 anos, em selfie recente na academia onde trabalhava. (Foto: Instagram)

A família de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, declarou que a jovem, conhecida como Duda, tinha planos de se casar em breve e constituir sua própria família antes de morrer durante um salto de rope jump em Limeira (SP). A tragédia interrompeu sonhos que ela cultivava desde a adolescência e deixou parentes e amigos em choque.

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Em nota divulgada em 21 de junho, os familiares lamentaram a perda e ressaltaram que Duda mantinha um relacionamento amoroso sério, com previsão de casamento e o desejo de proporcionar aos avós a alegria de conhecerem seus netos. A família classificou o ocorrido como “inaceitável” e manifestou a exigência de que todos os responsáveis sejam identificados, responsabilizados e julgados, na esperança de evitar ocorrências similares.

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A Polícia Civil aguarda a conclusão, prevista para 22 de junho, do primeiro inquérito relacionado à prisão em flagrante dos três instrutores do rope jump. Esses profissionais tiveram suas detenções convertidas em prisões preventivas e seguem custodiados enquanto continuam as apurações. No sábado anterior (20), outras três pessoas foram presas temporariamente sob suspeita de ocultação de provas, entre elas a responsável pela empresa que organizava os saltos.

Os investigadores apontam indícios de que provas importantes foram retiradas do local do acidente, inclusive a câmera acoplada ao corpo de Maria Eduarda, que registrava o salto. O equipamento desapareceu logo após a tragédia, mas, conforme a polícia, pode conter informações cruciais para reconstruir as circunstâncias do incidente.

Maria Eduarda perdeu a vida em 13 de junho, ao ser lançada de uma altura estimada em 40 metros da chamada Ponte do Esqueleto, que liga Limeira e Cordeirópolis. Testemunhas e documentos iniciais apontam que ela não estava conectada ao sistema de segurança do rope jump no momento do lançamento.

As diligências seguem em curso para esclarecer responsabilidades criminais e técnicas, com o objetivo de aperfeiçoar normas de segurança e evitar novos acidentes. A família contou com assessoria jurídica para acompanhar cada etapa do processo e mantém a esperança de que as investigações sirvam de alerta e resultem em rigorosas punições.

Maria Eduarda nasceu em 25 de dezembro, era descrita pela família como uma jovem alegre e dedicada. Formada em Nutrição Esportiva, cursava Educação Física com conclusão prevista para 2027. Além dos estudos, trabalhava como recepcionista e estagiária em uma academia local, demonstrando paixão pela área de saúde e bem-estar.