
Advogado é morto a tiros em evento da Copa em Santa Luzia do Paruá (MA) (Foto: Instagram)
Na noite de sexta-feira (19), o advogado e pecuarista Márcio Dominice Abreu Soares foi assassinado a tiros enquanto assistia à partida entre Brasil e Haiti pela Copa do Mundo em uma conveniência de Santa Luzia do Paruá, município a cerca de 370 quilômetros de São Luís, no Maranhão. O profissional acompanhava o jogo em um evento aberto ao público, organizado para reunir torcedores locais.
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Testemunhas relataram que dois homens encapuzados chegaram em uma motocicleta, surpreenderam Márcio Dominice e dispararam várias vezes. A vítima foi atingida em diferentes partes do corpo e não resistiu aos ferimentos, morrendo no local antes da chegada do socorro. Após o crime, os criminosos fugiram em alta velocidade e ainda não foram localizados pelas autoridades.
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A Polícia Civil do Maranhão instaurou inquérito para apurar a autoria e a motivação do homicídio. Equipes da Polícia Militar realizaram diligências no entorno e montaram barreiras policiais nas principais vias de acesso ao município, na tentativa de capturar os suspeitos. O corpo de Márcio Dominice foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de São Luís para perícia.
Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que acompanha o caso de perto e adotou todas as medidas necessárias para esclarecer o assassinato. A pasta ressaltou que novas informações serão divulgadas apenas em momento oportuno, a fim de não prejudicar as investigações em curso.
A morte do advogado gerou repercussão na comunidade jurídica maranhense. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão, Kaio Saraiva, expressou solidariedade aos familiares e amigos de Márcio Dominice e cobrou das autoridades uma resposta rápida e efetiva. “A advocacia não aceitará ataques nem a impunidade. Exigimos providências. O crime e a violência não podem imperar”, declarou.
A OAB-MA também emitiu nota de pesar, classificando o assassinato como um ato “covarde e inaceitável”. A entidade afirmou que já acionou as forças de segurança do estado e acompanha de perto o desenrolar das investigações. Segundo a Ordem, o crime atinge toda a classe, pois representa uma afronta ao livre exercício da advocacia e aos princípios do Estado Democrático de Direito.
Até a publicação desta reportagem, nenhum suspeito havia sido preso. A Polícia Civil prossegue com as investigações para identificar os autores deste atentado e elucidar as circunstâncias que levaram ao homicídio do advogado e pecuarista.








