‘Influenciador do grau’ é morto a tiros em ponto de apoio de entregadores

Posted by


Influenciador Cauã Eduardo Custódio é executado em Sete Lagoas (MG) (Foto: Instagram)

O influenciador digital Cauã Eduardo Custódio, de 20 anos, foi executado a tiros na tarde de sábado (20) em Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais. O crime ocorreu em um quiosque utilizado como ponto de apoio para entregadores de aplicativos e também feriu duas pessoas, que foram atendidas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) sem risco de morte.

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

Câmeras de segurança registraram o ataque no bairro Ondina Vasconcelos de Oliveira, conhecido como Cidade de Deus. As imagens mostram um Fiat Argo claro aproximando-se lentamente do local, realizando breve manobra em marcha à ré. Em seguida, desce um homem encapuzado do banco do passageiro empunhando uma pistola.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

O suspeito avança em direção a Cauã e dispara diversas vezes à curta distância, provocando pânico entre as pessoas presentes, que tentam fugir enquanto cadeiras e mesas são derrubadas. Após os tiros, o assassino retorna ao veículo e parte com o apoio de um motorista que o aguardava.

Segundo a Polícia Militar, o influenciador foi atingido por nove disparos de calibre 9 milímetros e morreu no local. Outros dois homens, de 21 e 27 anos, também foram baleados, mas conseguiram deixar a cena antes da chegada do socorro. A perícia recolheu cápsulas e vestígios que deverão ajudar na identificação dos autores.

A investigação inicial aponta para disputa entre grupos criminosos rivais. Familiares de Cauã relataram à polícia que os suspeitos teriam ligação com o tráfico no bairro Belo Vale, que mantém histórico de conflito com facções de outras áreas da cidade.

Cauã tinha duas passagens policiais por tráfico de drogas e ganhou notoriedade nas redes sociais ao publicar vídeos de manobras de “grau” com motocicletas. Investigadores afirmam que parte do seu conteúdo fazia referências à facção Comando Vermelho, o que pode ter motivado retaliações.

Até o momento, nenhum suspeito foi localizado ou preso. A Polícia Civil de Minas Gerais segue apurando o caso para identificar os responsáveis e esclarecer a motivação do homicídio.