
Laudo aponta infarto por uso de drogas em caso de José Patrik Machado (Foto: Instagram)
O laudo pericial divulgado nesta sexta-feira (19) pela Polícia Civil concluiu que o ator José Patrik Machado, de 32 anos, sofreu um infarto agudo do miocárdio provocado pelo consumo de substâncias entorpecentes. O documento oficial, elaborado após análise de amostras biológicas e do local, descartou a hipótese de overdose e não encontrou indícios de violência física ou participação de terceiros. A investigação segue em curso, e os dois acompanhantes que estavam com o ator serão convocados para prestar depoimento.
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José Patrik foi encontrado sem vida na madrugada de 5 de junho em um quarto de motel situado no bairro Jardim Paulista, em Campo Grande (MS). Imagens de câmeras de segurança obtidas pela polícia mostram o ator entrando acompanhado de um primeiro homem; logo em seguida, um terceiro indivíduo chegou ao local. Horas depois, os dois acompanhantes saíram juntos do estabelecimento, enquanto José Patrik permaneceu sozinho, sem demonstrar sinais de mal-estar naquele momento.
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Segundo relatos de funcionários do motel, uma camareira entrou em contato com o ator para confirmar se ele encerraria a estadia ou desejava continuar no local. Ele respondeu que permaneceria mais um tempo no quarto. Em uma nova tentativa de comunicação para acertar a cobrança da diária, não houve retorno. Preocupada, a equipe abriu a porta e encontrou José Patrik caído no chão, já sem sinais vitais aparentes. A perícia constatou morte imediata no local.
Durante a análise do ambiente, peritos identificaram vestígios de consumo de bebida alcoólica e outras substâncias entorpecentes, reforçando a conclusão de que o uso de drogas desencadeou o infarto. O delegado Christian Duarte Mollinedo, responsável pelo inquérito, afirmou não haver indícios de violência ou de intervenção de terceiros na ocorrência. Os dois acompanhantes serão intimados a depor nos próximos dias, assim como o motorista de aplicativo que os conduziu até o motel, a fim de esclarecer pormenores do trajeto.
Ainda de acordo com o delegado, não há previsão de responsabilização por omissão de socorro, já que as imagens demonstram que o ator estava consciente e isolado após a saída dos amigos. A Polícia Civil também investiga o papel do terceiro homem que esteve no quarto: uma linha de apuração considera que ele apenas foi ao encontro do grupo, enquanto outra apura possível ligação com fornecimento de entorpecentes. Ambos, por ora, são tratados como testemunhas, e as investigações continuam para elucidar todos os detalhes do caso.








