Vídeo mostra ‘Canibal de Salvador’ cozinhando restos humanos no feijão

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Profanação no cemitério de São Francisco do Conde choca a Bahia (Foto: Instagram)

Um vídeo que voltou a circular nas redes sociais resgatou o macabro caso de Israel dos Santos Assis, apelidado de “Pinguim”. Ele foi detido em 2024 acusado de profanar sepulturas e furtar ossadas no cemitério de São Francisco do Conde, município da Região Metropolitana de Salvador. Nas imagens, o jovem detalha atos que chocaram a população baiana, reacendendo debates sobre segurança e respeito aos mortos na região.

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Inconformada, a sociedade local reagiu com choque às declarações de Assis sobre o uso de restos humanos em refeições. O delegado Itallo Melo confirmou que o autor dos relatos é o mesmo preso pelos crimes de violação de túmulos no ano passado. Segundo ele, a gravação foi feita enquanto o suspeito conversava com outras pessoas, narrando cada passo do suposto banquete canibal, o que gerou grande repercussão nacional.

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No vídeo, Israel afirma ter acompanhado o enterro de uma vítima até o momento em que familiares deixaram o local e, então, retornou à cova aberta. Utilizando ferramentas improvisadas, ele afirma ter retirado fragmentos de ossada e tecidos moles do cadáver para consumo. Descreveu as cenas com frieza, detalhando a maneira como extraiu partes do corpo e preparou os ingredientes, sem demonstrar arrependimento ou remorso.

Em um trecho, o suspeito explicou ter lavado os pedaços, tratado e adicionado ao feijão, sem engolir, apenas mastigando para “sentir o gosto” antes de descartar. Ele relatou ainda ter fatiado uma perna humana, fritado na frigideira e temperado com limão e vinagre. O relato chocante trouxe à tona questionamentos sobre como o material humano foi armazenado, manuseado e mantido fora do alcance de autoridades até sua prisão.

Assis disse ter descartado os resíduos em uma área de manguezal próxima ao cemitério, onde teria ateado fogo aos restos remanescentes. Essa informação foi confirmada pela polícia quando os agentes localizaram uma sacola plástica enterrada no local, contendo fragmentos ósseos. A área indicada pelo suspeito coincidia com um ponto já investigado pelas equipes de investigadores, o que reforçou a veracidade das declarações e impulsionou novas diligências no entorno do manguezal.

Preso em julho de 2024, o homem de 22 anos confessou todas as etapas do crime, desde a profanação até o preparo dos alimentos. Durante o depoimento, ele afirmou que pretendia transportar as ossadas para Salvador, alegando que seriam usadas em rituais, mas não revelou o nome de possíveis beneficiários. O caso segue sob investigação, com as autoridades apurando se havia envolvimento de terceiros e qual seria a real motivação por trás dos atos.