
Instrutores preparam equipamento de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). (Foto: Instagram)
Os três instrutores detidos preventivamente por suspeita de envolvimento na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas foram transferidos nesta terça-feira (16) do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba para o CDP II de Guarulhos, na Grande São Paulo. A mudança, conforme explicou o advogado de defesa, busca assegurar a integridade de Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Maicon Fernandes Cintra, de 42; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, presos desde o sábado do acidente na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). Após prisão em flagrante, a Justiça converteu a detenção em preventiva no domingo.
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Em depoimento à Polícia Civil, o trio admitiu não conseguir explicar a falha que provocou a queda de 40 metros de Maria Eduarda. Luis Felipe e Maicon afirmaram ter sido responsáveis pela montagem das cordas usadas no rope jump, mas não souberam detalhar como dividiram as tarefas nem por que o equipamento não foi fixado corretamente. Os dois disseram ter experiência em saltos radicais, mas não conseguiram esclarecer o motivo do deslizamento ou rompimento da corda.
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Vitor de Freitas Gonçalves, por sua vez, afirmou ter sido acionado apenas para auxiliar no levantamento do corpo e declarou não ter participado da preparação dos equipamentos. Ele também comentou o sumiço da câmera que estava em posse de Maria Eduarda durante o salto, sem conseguir indicar o seu paradeiro. Segundo o jovem de 27 anos, não há explicação plausível para o desaparecimento do aparelho nem para a sucessão de eventos que culminou na tragédia.
O advogado de defesa dos instrutores informou que irá protocolar pedido de habeas corpus e contestar o indiciamento por dolo eventual, alegando que os acusados não teriam assumido o risco do resultado fatal. Em sua versão, todos os envolvidos possuem longa trajetória em esportes radicais e trato meticuloso com equipamentos de segurança. Para a defesa, a morte da jovem de 21 anos configura uma “triste fatalidade”, e não uma ação intencional.
O salto que terminou em tragédia aconteceu durante um evento informal na Ponte do Esqueleto, em Limeira, reunindo cerca de 100 participantes. A modalidade escolhida por Maria Eduarda foi o chamado “aviãozinho”, em que a pessoa é lançada para a frente pelos instrutores a uma altura de 40 metros. O custo da experiência era de R$ 180 por participante, sem incluir a gravação do salto.
Organizadores do rope jump tinham ainda outras datas agendadas em Rio Claro (SP) e em cidades de Minas Gerais, com valores variando entre R$ 210 e R$ 250. A filmagem individual dos saltos era cobrada à parte, por R$ 110, e as equipes planejavam divulgar pacotes para gravações aéreas e fotos profissionais, além de oferecer serviço de transporte para participantes de regiões vizinhas.








