Delegada detalha prisão de suspeitos pela morte de jovem em salto de rope jump: ‘Assumiram o risco’

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Foto de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, vítima de salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). (Foto: Instagram)

A delegada Andréia Levy, responsável pela investigação da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, concedeu novos esclarecimentos sobre o ocorrido durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), no último sábado, dia 13 de junho de 2026. Durante entrevista ao programa Primeiro Impacto, da emissora SBT, a investigadora apresentou detalhes que culminaram na prisão dos envolvidos na atividade, marcada por falhas de segurança que acabaram em tragédia.

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Segundo Andréia Levy, a prisão em flagrante dos três suspeitos foi mantida com base na teoria do dolo eventual, conceito jurídico que descreve quando alguém assume o risco de provocar um resultado grave, mesmo sem desejar diretamente que ele ocorra. A delegada ressaltou que, embora não tenha havido intenção direta de causar a morte de Maria Eduarda, os responsáveis pela operação do rope jump estavam cientes dos perigos inerentes à prática e seguiram adiante.

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A delegada explicou ainda a diferença entre dolo direto e eventual. No dolo direto, o agente busca efetivamente o resultado danoso, enquanto no dolo eventual, há a consciência do risco de morte, mas sem o intuito deliberado de atingi-la. “Eu entendo que eles não tinham a intenção de causar a morte da vítima, mas assumiram o risco”, afirmou Andréia Levy, justificando a manutenção das prisões em flagrante pelos indícios de negligência e imprudência.

Levy também comentou a possível responsabilização do poder público pela fiscalização da área onde ocorreu o salto. A Ponte do Esqueleto não está oficialmente vinculada a nenhum dos dois municípios mais próximos, o que complica a identificação da autoridade competente para vistoriar o local. “Ainda vamos apurar, porque, em tese, o governo federal deveria ser o responsável”, explicou a delegada, destacando a necessidade de apurar eventuais omissões na organização e licenciamento do evento.

O acidente com Maria Eduarda Rodrigues ocorreu quando ela se lançou de uma estrutura situada na Ponte do Esqueleto, a aproximadamente 40 metros de altura. Vídeos compartilhados em redes sociais mostram o segundo exato em que a corda criada para segurar a participante não estaria fixada corretamente. Testemunhas relataram a falha no procedimento de segurança, apontando que o equipamento não foi conferido antes do salto, o que pode ter provocado a queda fatal.

Equipes de resgate foram acionadas de imediato, mas a jovem não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. A Justiça decretou a prisão preventiva de três homens apontados como responsáveis pela atividade de rope jump, que foram indiciados por homicídio com dolo eventual. O desfecho do caso segue sob investigação, com a Delegacia de Limeira reunindo depoimentos e documentos para concluir se houve omissão deliberada ou erro grave na organização do esporte de aventura.