
Alpinista Dan Osman executa o famoso movimento “Bear’s Reach” em Yosemite, símbolo de ousadia e riscos no universo dos esportes radicais. (Foto: Instagram)
Nos últimos dias, o rope jump voltou ao centro das atenções após um acidente fatal em Limeira (SP). Essa modalidade, que envolve saltos de grandes alturas utilizando apenas cordas de escalada, foi idealizada pelo alpinista americano Dan Osman ainda na década de 1990. Sem contar com elásticos, o esporte difere do bungee jumping tradicional e ganhou notoriedade por desafiar limites.
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No sábado (13), a universitária Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, sofreu uma queda de aproximadamente 40 metros durante a realização de rope jump em um local conhecido como Ponte do Esqueleto. A jovem não resistiu ao impacto e acabou falecendo. A Polícia Civil de São Paulo abriu inquérito para apurar as circunstâncias do acidente e a segurança dos equipamentos utilizados na atividade.
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Dan Osman, reconhecido mundialmente por suas escaladas solo, especialmente no Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia, também perdeu a vida praticando o esporte que inventou. Segundo registros do American Alpine Institute, em 1998, aos 35 anos, ele tentava um salto em Yosemite quando o sistema de ancoragem apresentou falha. O rompimento da corda de baixa elasticidade provocou sua queda fatal, deixando um legado controverso entre os amantes de esportes de aventura.
O rope jump, ou rope jumping, exige o uso de cordas de escalada com pouca elasticidade, presas a pontos elevados fixos. Ao contrário do bungee jumping, que conta com elásticos que causam o efeito de “sobe e desce”, no rope jump o praticante experimenta uma queda livre que logo se converte em um balanço horizontal. Esse movimento em arco reduz o choque direto contra o solo e proporciona uma sensação diferente de queda controlada.
Para executar o salto, o sistema de ancoragem é posicionado próximo ao ponto de partida, garantindo que a força de tração transforme a queda vertical numa trajetória curvada. Essa técnica demanda cálculos precisos sobre altura, tensão da corda e peso do praticante, além de conhecimento avançado sobre nós e fixações em rochas ou estruturas artificiais. Qualquer erro na fixação pode resultar em falha catastrófica do equipamento.
Além de esportista, Dan Osman desempenhava a função de carpinteiro, conciliando sua rotina profissional com expedições radicais nos finais de semana. Conhecido como “Dano” entre amigos, ele deixou registros marcantes de rotas como “Atlantis” e “Bear’s Reach”. Este último ficou famoso após ser filmado em uma tentativa de escalada em que Osman usou apenas uma mão para alcançar o topo. Esses vídeos seguem sendo compartilhados por praticantes e apreciadores da escalada esportiva.








