‘Alarme falso’ do Nubank recorda outros bancos que faliram no Brasil

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Logo do Nubank aparece em tela de smartphone sobre teclado (Foto: Instagram)

Na sexta-feira (12), o Nubank protagonizou um incidente ao disparar, por engano, comunicados indicando o encerramento de suas operações e uma suposta liquidação extrajudicial. A fintech, no entanto, esclareceu que tudo não passou de um “erro operacional pontual” e garantiu que segue com as atividades normalmente.

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Esse falso alarme reacendeu o debate sobre liquidações extrajudiciais anteriores e falências de outras instituições brasileiras, geralmente motivadas por fraudes contábeis, má gestão e concessão de crédito descontrolada. Quando problemas estruturais emergem, o Sistema Financeiro Nacional (SFN) detecta os desvios e cabe ao Banco Central decretar intervenções ou liquidações extrajudiciais.

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Um dos primeiros grandes bancos a sucumbir após o Plano Real foi o Bamerindus, que encerrou as atividades em 1997. Até então, era uma das maiores instituições privadas do país, mas a mudança na moeda expôs receitas inflacionárias antes mascaradas e resultou em patrimônio líquido negativo de cerca de R$ 4,2 bilhões. O Banco Central interveio, separou a parte saudável e a vendeu ao HSBC.

Em 2004, o Banco Santos, fundado por Edemar Cid Ferreira e conhecido por atender clientes de alta renda e grandes corporações, foi liquidado pelo BC após a descoberta de inconsistências bilionárias nos balanços. O caso se tornou um dos maiores escândalos financeiros da década de 2000, envolvendo manipulação contábil e ocultação de prejuízos.

Em 2010, o Banco PanAmericano, sob administração do Grupo Silvio Santos desde 1969, registrou um rombo de R$ 2,5 bilhões ao vender carteiras de crédito sem baixá-las dos balanços. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) fez o maior resgate bancário até então para cobrir o déficit, e o banco foi adquirido pelo BTG Pactual, tornando-se depois conhecido apenas como Banco Pan.

Mais recentemente, em novembro de 2025, o Banco Master sofreu a maior intervenção da história recente do país, com cerca de R$ 86 bilhões em ativos e R$ 62 bilhões em depósitos cobertos pelo FGC. O Banco Central apontou emissão de títulos sem lastro, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e ocultação de bens, e decretou sua liquidação extrajudicial após tentativas frustradas de venda e reestruturação.

Esse incidente com o Nubank reforça a atenção que clientes e reguladores devem dar à saúde financeira das instituições, além de sublinhar a importância de processos internos que evitem erros operacionais. Embora casos graves de liquidação sejam raros, episódios como este lembram que a estabilidade do sistema depende de monitoramento contínuo.