Deolane e Marcola são alvos de denúncia por lavagem de dinheiro e organização criminosa

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Deolane Bezerra posa de chapéu antes de ser alvo da Operação Vérnix (Foto: Instagram)

O Ministério Público de São Paulo apresentou à Justiça, em 10 de junho de 2026, denúncia contra a influenciadora digital Deolane Bezerra e Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como principal liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC). Sob a responsabilidade do procurador Lincoln Gakiya, a peça acusatória os envolve nos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Vérnix, que investiga suposto esquema de ocultação de patrimônio vinculado ao crime organizado.

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As investigações da Operação Vérnix apontam para um esquema sofisticado de movimentação e ocultação de recursos ilícitos que teria sido operacionalizado por meio de uma empresa de transporte sediada no interior paulista. Segundo os investigadores, essa companhia era usada para dar aparência legal a transações financeiras que beneficiariam a alta cúpula da facção criminosa, ocultando a origem e o destino efetivo dos valores movimentados.

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Em nota à imprensa, a defesa da influenciadora afirmou não ter tido acesso ao teor integral da denúncia, negando qualquer envolvimento de Deolane com organização criminosa ou esquema de lavagem de dinheiro. Por sua vez, os advogados de Marco Willians Herbas Camacho, identificado pela Justiça como principal liderança do PCC, destacaram que, desde 2019, ele está encarcerado em uma penitenciária federal de segurança máxima, sob rígidas restrições de comunicação, o que torna impossível sua participação nos fatos descritos na acusação.

A prisão de Deolane Bezerra ocorreu em 21 de maio, durante operação conjunta da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público estadual. A influenciadora foi detida em sua residência no condomínio Tamboré, em Alphaville, na região metropolitana de São Paulo, em ação que contou com mandados de busca e apreensão.

Investigadores apontam que o patrimônio exibido por Deolane, incluindo bens de alto valor e movimentações bancárias, não condiz com seus rendimentos oficialmente declarados. Ela havia acabado de retornar de uma viagem internacional quando foi surpreendida pela ação policial e, desde então, permanece presa preventivamente na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado.

No fim de maio, durante depoimento à Polícia Civil realizado na unidade de Tupi Paulista, Deolane exerceu o direito de permanecer em silêncio, seguindo orientação de sua defesa. Essa postura despertou atenção dos investigadores, que esperavam esclarecimentos sobre a origem dos recursos.

Em 9 de junho, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisou pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da influenciadora e decidiu, por unanimidade, manter a prisão preventiva, alegando riscos à instrução processual e à ordem pública.

Segundo os investigadores, os valores sob análise ultrapassam R$ 40 milhões e estariam vinculados à empresa de transporte suspeita de ocultar recursos de origem ilícita. A Operação Vérnix segue em curso para esclarecer a proveniência e o destino dessas quantias em supostas operações de lavagem de dinheiro associadas ao crime organizado.