
Pai é preso por feminicídio após espancar a filha de 12 anos em Várzea Grande (MT) (Foto: Instagram)
No dia 8 de fevereiro, o delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Mato Grosso, Nilson Farias, apresentou detalhes sobre o brutal assassinato de Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos. A estudante foi espancada até a morte pelo próprio pai, de 42 anos, em Várzea Grande. Durante o depoimento, o suspeito admitiu ter perdido o controle ao encontrar mensagens da filha com um garoto em uma rede social. O homem foi autuado em flagrante por feminicídio.
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Segundo o delegado, a confissão ocorreu no decorrer de uma coletiva de imprensa realizada pela Polícia Civil de Mato Grosso. Farias explicou que o pai revistou o celular de Olga Beatriz e, ao ler a conversa, declarou que “não conseguia mais se controlar”. Em seguida, desferiu vários golpes contra a menina na residência localizada no bairro Serra Dourada. Posteriormente, o homem tentou justificar que sua intenção original teria sido apenas repreender a conduta da filha.
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Ao detalhar o cenário do crime, o delegado destacou que a violência não teve qualquer caráter educativo. Olga Beatriz foi encontrada em estado gravíssimo e, mesmo depois de socorrida, chegou sem vida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão, em Cuiabá. A gravidade das lesões evidenciou que se tratou de um ataque motivado pela fúria e não por uma medida de correção disciplinar.
Farias ressaltou que as múltiplas contusões distribuídas pelo corpo da criança provam que a agressão foi desproporcional. “A violência empregada é absolutamente incompatível com qualquer tentativa de correção, educação ou disciplina familiar”, afirmou o delegado, reforçando que o crime foi premeditado no momento em que o pai decidiu castigar a filha de forma brutal.
O desdobramento da investigação também esclareceu como a mãe de Olga Beatriz descobriu a verdade. Ao chegar na casa para buscar a filha, encontrou o portão fechado e ouviu mentiras do ex-companheiro, que disse que a menina estava com uma vizinha. Desconfiada, ela insistiu até entrar no imóvel, encontrou a filha desacordada no quarto e acionou uma amiga para levá-la ao hospital, onde os médicos só puderam confirmar o óbito causado pelas agressões.
No comunicado final, o delegado Nilson Farias informou que o suspeito foi autuado em flagrante e que a DHPP solicitou ao Poder Judiciário a conversão da detenção em prisão preventiva. A tipificação do crime como feminicídio permanece inalterada, dada a vulnerabilidade da vítima e o contexto de violência de gênero.








