Ex-enfermeira de Michael Schumacher relata abusos sofridos

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Homem sorridente de boné e uniforme vermelho durante coletiva de imprensa (Foto: Instagram)

O julgamento do ex-piloto australiano Joey Mawson, acusado de estuprar uma enfermeira da equipe de Michael Schumacher, revelou detalhes sobre a rotina intensa de cuidados dispensados ao heptacampeão de Fórmula 1. A ação, conduzida na Suíça, analisa as acusações de agressão sexual que teriam ocorrido na casa dos Schumacher em Gland, perto de Genebra, em novembro de 2019.

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De acordo com a denúncia, a ex-enfermeira alega que foi violentada em duas ocasiões dentro da residência familiar, mas Mawson nega as acusações e sustenta que os encontros foram consensuais. Durante a audiência, testemunhas também descreveram a complexa assistência médica exigida por Schumacher desde seu grave acidente de esqui em dezembro de 2013, no Alpes Franceses, apontando para um acompanhamento 24 horas por profissionais especializados.

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Segundo o relato da acusação, naquela noite de confraternização a enfermeira passou mal e foi levada por colegas ao quarto, ainda vestida, para descansar. Horas depois, Mawson teria retornado ao local e cometido os abusos enquanto ela estava inconsciente. Nenhum outro profissional presente afirmou ter ouvido ou visto algo suspeito. Exames posteriores teriam identificado vestígios de sangue na cama e lesões compatíveis com violência sexual.

Em juízo, a enfermeira disse não lembrar do que ocorreu após perder a consciência. Na manhã seguinte, procurou colegas para entender como chegara ao quarto e ouviu que não haviam notado nada de anormal. A acusação também anexou mensagens enviadas por Mawson ao dia seguinte, nas quais ele demonstra arrependimento e pede desculpas. A defesa, por sua vez, argumenta que ele estava sob forte efeito de álcool e sem plena consciência de seus atos.

O advogado da ex-enfermeira ressaltou o desgaste físico e emocional enfrentado por quem trabalha junto a Schumacher, destacando o rigor e a confidencialidade exigidos pela família. Segundo a defesa, a enfermeira exercia tarefas consideradas mais delicadas e suportava jornadas extenuantes, sem pausas adequadas para descanso ou alimentação, o que teria contribuído para seu estado de vulnerabilidade.

Embora a defesa afirme que a família Schumacher valorizava o trabalho da profissional, o vínculo empregatício foi encerrado em outubro de 2020, em circunstâncias descritas como dolorosas. O processo segue em andamento na Justiça suíça, com as partes apresentando suas versões antes da decisão final sobre as acusações de estupro imputadas a Mawson.