Delegado que investigava morte de cantora é achado morto em propriedade rural

Posted by


Delegado Ronaldo Lopes encontrado morto em fazenda no Piauí (Foto: Instagram)

O delegado Ronaldo Lopes de Oliveira, titular da Seccional Urbana de Mosqueiro, no Pará, foi encontrado morto na quinta-feira (4) em uma fazenda no povoado Santa Luíza, zona rural de Teresina, no Piauí. A Polícia Civil do Pará confirmou a localização do corpo e informou que ele estava desaparecido desde o último domingo (1º).

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

O desaparecimento de Ronaldo Lopes mobilizou equipes das polícias civil e militar dos estados do Pará e do Piauí. Segundo familiares, o delegado deixou Castanhal na manhã de domingo, interrompeu o contato e não chegou ao destino em Igarapé-Açu, onde pretendia buscar a filha, o que levou à abertura de um boletim de ocorrência.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Durante as buscas, as autoridades reconstruíram o trajeto do delegado: seu celular foi vendido por R$ 2 mil em São Miguel do Guamá, o carro foi abastecido na divisa do Pará com o Maranhão e houve uma parada em Bacabal (MA). Essas pistas ajudaram a rastrear seu itinerário interestadual.

O veículo de Ronaldo Lopes foi flagranteado circulando por Miguel Alves e, em seguida, encontrado estacionado em Teresina. Dentro dele, a polícia apreendeu um colete balístico. Com base em novas informações, as equipes concentraram as diligências na propriedade rural da família, pertencente ao avô materno do delegado, onde o corpo foi achado.

As polícias civis do Pará e do Piauí ainda não divulgaram a causa da morte nem detalhes dos vestígios coletados no local. Em nota, a Polícia Civil do Pará informou que aguarda o resultado dos exames periciais realizados pelo Piauí e acompanha as apurações de perto.

Ronaldo Lopes era responsável por casos de grande repercussão no Pará, como a investigação da morte da cantora Ruthetty, encontrada sem vida em dezembro em Belém. Em abril, ele coordenou a prisão de um suspeito pelo crime. Até o momento, não há indícios de que sua morte esteja ligada aos processos que acompanhava, e o caso segue em investigação.