
Pré-candidato Romeu Zema se declara contra participação de atletas trans em competições femininas (Foto: Instagram)
O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), declarou-se contrário à presença de atletas trans em disputas esportivas no naipe feminino. Em vídeo divulgado em suas redes sociais, o político afirmou que homens e mulheres não competem em condições de igualdade física e, por isso, entende que a participação de atletas trans não seria justa para competidoras cisgênero.
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O material foi publicado nesta quarta-feira (3) nos perfis oficiais de Zema e veio acompanhado de uma mensagem enfática: “Eu sou totalmente contra atletas trans competirem com as mulheres”. Nessa postagem, o ex-governador reforçou seu posicionamento conservador em relação às políticas de inclusão esportiva, apontando que a diferença biológica de cada gênero afeta diretamente a performance em alto rendimento.
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Para ilustrar sua tese, Zema recorreu ao exemplo do futebol masculino. Ele provocou: “A Copa do Mundo está chegando, e eu tenho uma pergunta para você: sabe quantas mulheres foram convocadas para essa Copa de futebol masculino? Nenhuma.” A partir desse argumento, o pré-candidato procurou demonstrar que, mesmo em competições de seleção nacional, não há participação de atletas do sexo feminino em torneios direcionados a homens.
No vídeo, Zema reforçou que a ausência de mulheres em partidas masculinas revela as distinções físicas fundamentais entre os gêneros. “Sabe por quê? Todo mundo entende uma coisa muito simples: homens e mulheres não competem em igualdade nos esportes”, afirmou. Segundo ele, respeitar essas diferenças seria indispensável para manter a integridade das modalidades voltadas ao público e às atletas femininas.
O tema da participação de atletas trans em competições esportivas tem gerado extensa controvérsia no Brasil e no exterior. Por um lado, há grupos que defendem a inclusão plena, apontando para a necessidade de promover diversidade e derrubar barreiras de gênero; por outro, entidades esportivas, federações nacionais e internacionais têm estabelecido critérios específicos de elegibilidade, baseados em níveis hormonais, tempo de transição e desempenho. A discussão envolve também o equilíbrio competitivo, a segurança física e o princípio da justiça nas disputas, suscitando posicionamentos que vão desde apelos por legislação federal até ações judiciais e debates em fóruns especializados.








