
Mulher presa em Joinville por fingir ser menor e aplicar golpe via PIX (Foto: Instagram)
A Polícia Civil de Santa Catarina determinou o rastreamento das contas bancárias que receberam transferências via PIX direcionadas a Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos. Presa em Joinville após fingir ter 12 anos e ser acolhida por uma família, ela recebia recursos das vítimas sob a falsa identidade. Seu caso envolve estelionato e uso de documento falso.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
A investigação visa descobrir se terceiros antecipavam e recepcionavam quantias enviadas pelas vítimas enquanto ela mantinha o disfarce. Com prisão preventiva decretada pela Justiça, Amanda responde pelos crimes de estelionato e falsa identidade e teve bens bloqueados. A polícia analisa as transações para avançar nas apurações.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
De acordo com o delegado Rodrigo Bueno Gusso, a suspeita já recebia auxílio financeiro antes mesmo de mudar-se oficialmente para a residência da família. Durante esse período, ela teria indicado contas de outras pessoas para o recebimento parcial dos valores, segundo as apurações preliminares.
Até o momento, não há indícios de que terceiros tenham participado diretamente da fraude, mas as autoridades não descartam essa possibilidade e mantêm as investigações em curso.
Conforme levantado pela Polícia Civil, Amanda teria conhecido as vítimas ao buscar apoio em uma igreja local, alegando ter fugido do Pará por maus-tratos e violência sexual. Comovidos, membros da comunidade religiosa passaram a oferecer abrigo e assistência.
Em determinado momento, a mulher simulou uma fuga, ficou fora de contato por semanas e retornou por mensagens para solicitar novos recursos, antes de pedir permissão para voltar a Joinville e ser oficialmente abrigada pelo casal, que acreditava estar protegendo uma adolescente vulnerável.
A farsa só veio à tona quando uma parente da família encontrou registros online de ocorrências semelhantes em outros estados, todos atribuídos a Amanda. Após comunicar a polícia, as autoridades confirmaram que a acusada já usava nomes distintos em cada golpe e frequentemente se apresentava como menor de idade.
Durante os 14 meses em que permaneceu na casa, a suspeita recebeu tratamento compatível com a suposta idade de 12 anos, chegou a ter festa de aniversário e quarto decorado com temas infantis. A Polícia Civil continua o inquérito para apurar o montante lesado e identificar eventuais envolvidos nas movimentações bancárias.








