
Troféu da Copa relança debate sobre astrologia na seleção francesa de 2006 (Foto: Instagram)
Faltando menos de uma semana para o início da Copa do Mundo de 2026, um dos episódios mais curiosos e controversos do Mundial de 2006 voltou a ser lembrado: a suposta interferência da astrologia nas escolhas de Raymond Domenech, técnico da França na época. Naquele torneio, o Brasil acabou ficando de fora nas quartas de final, mas o foco recaiu sobre as práticas pouco convencionais do comandante francês. A ideia de que sinais astrais pudessem influenciar o desempenho de atletas ganhou manchetes e dividiu opiniões. Hoje, com o debate sobre superstição no esporte aquecido, o caso Domenech renasce como reflexão sobre métodos não ortodoxos.
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Na época, Domenech admitiu publicamente que levava em conta os signos astrológicos dos jogadores ao definir sua escalação. Chegou a evitar atletas de Escorpião, alegando que seriam mais “complicados de lidar” dentro do vestiário. Essas declarações chamaram a atenção da imprensa e de especialistas esportivos, que questionaram até que ponto crenças pessoais podem influenciar decisões de alto nível. Apesar da repercussão, o selecionado francês manteve um bom desempenho até a final. A estratégia mística acabou se tornando a marca registrada daquela campanha.
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Fontes da época apontam que o então treinador consultava mapas astrais dos jogadores e solicitava relatórios de astrólogos antes de cada convocação. Mesmo com críticas, ele manteve a postura até o fim da competição. A França chegou à decisão contra a Itália e, embora tenha perdido nos pênaltis, aquele desempenho permaneceu destacado pela excentricidade tática de Domenech. Escritores esportivos ainda mencionam a mistura de ciência e superstição como um dos capítulos mais inusitados da história das Copas.
Um dos momentos mais inesquecíveis daquele Mundial foi a expulsão de Zinedine Zidane na grande final. Após um choque com Marco Materazzi, o craque recebeu cartão vermelho por desferir uma cabeçada no adversário. O lance encerrou a carreira de Zidane na seleção e se tornou símbolo de como a pressão extrema pode resultar em explosões emocionais. Até hoje, comentaristas e torcedores relembram a cena como um dos pontos altos de drama em Copas do Mundo.
Na avaliação astrológica feita por estudiosos do zodíaco, Zidane tinha Sol em Câncer e também Lua em Câncer, combinação que, segundo astrólogos, confere alta sensibilidade emocional e forte instinto de proteção. Essa configuração, na visão dos praticantes da astrologia, explicaria reações intensas diante de provocações. Embora não haja comprovação científica, a teoria segue citada em debates sobre comportamento sob pressão. A leitura do mapa astral do meia francês continua sendo usada como exemplo de possíveis influências de posições celestes em decisões críticas.
Com a proximidade da Copa de 2026, especialistas em futebol voltam a comentar sobre como superstições e crenças pessoais podem aparecer em bastidores de grandes competições. Alguns analistas dizem que o episódio de Domenech hoje é visto mais como curiosidade histórica do que prática recomendada. Ainda assim, a história serve de alerta sobre os limites entre intuição, crença e rigor técnico. Para muitos, manter o foco em desempenho e preparo físico segue sendo a abordagem mais segura.
A Copa do Mundo de 2026 terá início em 11 de junho, com duelo entre México e África do Sul no Estádio Azteca, na Cidade do México. O torneio será sediado conjuntamente por México, Estados Unidos e Canadá e contará com 48 seleções. O Brasil faz sua estreia no dia 13 de junho, em Nova Jersey, contra o Marrocos, buscando o hexacampeonato. A expectativa é alta diante da maior edição da história do futebol, reunindo torcedores de diversas partes do globo.








