
Reunião na Sala Oval para discutir Pix e Zelle (Foto: Instagram)
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou em 3 de junho de 2026 que o Brasil poderia levar o Pix para uma mesa de negociações com os Estados Unidos, citando o Zelle como exemplo de sistema semelhante adotado no país norte-americano. Durante entrevista ao canal TMC, ele reagiu às críticas de autoridades americanas ao modelo de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central do Brasil e sugeriu que a existência de uma ferramenta comparável poderia servir de base para diálogo entre os governos.
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Criado em 2017 por um consórcio formado por grandes bancos dos Estados Unidos, o Zelle oferece um serviço de transferências instantâneas entre contas bancárias, utilizando número de telefone ou endereço de e-mail como identificador. A plataforma foi integrada aos aplicativos de centenas de instituições financeiras no território americano e conta ainda com um aplicativo próprio, permitindo que usuários enviem ou recebam recursos sem recorrer a intermediários externos.
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Apesar das semelhanças na agilidade das transações, o Zelle e o Pix apresentam diferenças relevantes em sua estrutura e alcance. Enquanto ambos operam em tempo real, a governança e o escopo de cada sistema variam conforme os objetivos dos responsáveis por sua operação e manutenção.
O Pix é uma infraestrutura pública, criada e regulada pelo Banco Central do Brasil, com funcionamento padronizado para todas as instituições participantes. Em contrapartida, o Zelle é uma solução privada, administrada por bancos e empresas financeiras, que oferecem o serviço aos seus clientes de acordo com critérios internos de cada instituição.
Além disso, o Pix possibilita transferências entre pessoas, pagamentos a empresas, cobranças via QR Code e uma série de integrações com outros serviços financeiros. Já o Zelle concentra-se principalmente em transferências entre pessoas físicas e em pagamentos simples realizados por meio das instituições bancárias que compõem o consórcio, sem adotar funcionalidades como cobrança por QR Code.
A fala de Eduardo Bolsonaro provocou reações distintas: críticos passaram a interpretar suas declarações como um incentivo a mudanças no sistema brasileiro, enquanto aliados defenderam que ele apenas ressaltou a existência de ferramenta similar nos EUA, sem propor substituir o Pix pelo serviço americano.








