
Michele Coelho Montenegro, suspeita de liderar esquema de fraudes no mercado de arte e imóveis de alto padrão, presa em operação “Tela Falsa” da DDEF. (Foto: Instagram)
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, em 4 de junho de 2026, Michele Coelho Montenegro, suspeita de liderar um esquema de fraude na venda de obras de arte e imóveis de alto padrão. Segundo as apurações, as vítimas tiveram prejuízos que ultrapassam R$ 2 milhões.
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A ação foi realizada pela Delegacia de Defraudações (DDEF) na chamada operação “Tela Falsa”, que investiga estelionato e apropriação indébita no mercado de arte. Durante as buscas em um apartamento em Ipanema, Zona Sul do Rio, os agentes encontraram pelo menos uma obra relacionada ao golpe.
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De acordo com a polícia, a suspeita utilizava propostas de investimento com aparência de legitimidade para atrair pessoas influentes no meio financeiro e social. Ela se apresentava como integrante de um círculo de alta renda, o que reforçava a credibilidade das negociações e facilitava o convencimento das vítimas.
Michele circulava em eventos e espaços tradicionais da elite carioca, como clubes da Zona Sul, adotando diferentes perfis profissionais — em alguns contextos dizia ser advogada, em outros médica ou bióloga. A estratégia de alterar sua identidade profissional servia para gerar confiança em variados ambientes.
Os investigadores apontam que não é a primeira vez que a suspeita se envolve com estelionatos. Processos judiciais anteriores indicam golpes ligados à locação de imóveis, uso de cheques sem fundo e apropriação de bens. Em um desses casos, Michele chegou a ser condenada por estelionato.
Após a prisão no apartamento de Ipanema, ela foi encaminhada à delegacia responsável e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue rastreando o fluxo financeiro do esquema e apura se há outros envolvidos no golpe.
A defesa de Michele Coelho Montenegro divulgou nota negando as acusações e afirmou que apresentará provas de sua inocência. Os advogados também alegam não ter tido acesso completo aos autos da investigação, que continuam sob responsabilidade da DDEF.








