Pela primeira vez desde o início do julgamento, Monique Medeiros detalhou aos jurados o motivo de ter ido a um salão de beleza antes do enterro de seu filho, Henry Borel, morto aos 4 anos em março de 2021. Durante depoimento na terça-feira 0(2), ela afirmou que a visita ao local não teve relação com vaidade, mas com as consequências de uma crise emocional que enfrentou após a morte da criança.
Segundo Monique, nos dias que sucederam a tragédia, ela arrancou parte do próprio cabelo, roeu as unhas até se ferir e deixou de realizar atividades básicas, como comer e tomar banho. A mãe de Henry afirmou que estava com falhas visíveis no couro cabeludo e tentou amenizar a situação antes da cerimônia de despedida.
A ré também explicou que precisou ir a um shopping antes do enterro porque sua família não havia recebido as camisetas confeccionadas em homenagem a Henry. De acordo com o relato, o pai do menino, Leniel Borel, providenciou as peças, mas elas não chegaram para ela, seus pais e seu irmão.
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Enquanto aguardava a produção de novas camisetas em um quiosque, Monique disse que aproveitou para passar em um salão e tentar arrumar os cabelos. Depois disso, afirmou que seguiu para o cemitério.
Durante o interrogatório, ela relatou que o enterro foi um dos momentos mais difíceis desde a morte do filho. Segundo Monique, foi naquele dia que a perda se tornou real para ela ao ver Henry dentro do caixão.
A mãe do menino também afirmou que inicialmente acreditava que a morte havia sido causada por uma queda da cama. Ela disse que só começou a desconfiar de outra causa após receber informações sobre o laudo do Instituto Médico-Legal (IML).
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Segundo seu depoimento, ao tomar conhecimento de que o exame apontava laceração hepática provocada por ação contundente e hemorragia interna, passou a questionar a versão apresentada anteriormente.
Monique afirmou ainda que não viu o corpo do filho no IML e declarou se arrepender dessa decisão. Segundo ela, talvez tivesse compreendido melhor o que havia acontecido se tivesse visto Henry naquele momento.
Ao longo do depoimento, a ré sustentou que nunca participou de agressões contra o filho, que não tinha conhecimento de episódios de violência e que buscava atendimento médico quando a criança reclamava de dores.


















